sexta-feira, janeiro 16, 2009

Passa o tempo, só não passa a imbecilidade.
O tempo é tido como aquele que:
auxilia a curar feridas;
mostra o senhor da razão;
serve como lição.
Porém para cerca de 1/3 dos países parece que o tempo não serviu pra nada disso.
Nestes muitos pontos do planeta o tempo apenas prolonga os conflitos.

Veja abaixo o vídeo de uma reportagem exibida na edição de hoje, 16/01/2008, no "Bom Dia Brasil", da Rede Globo de Televisão.



Em 1972, o cantor Timmy Thomas perguntava:
Por que não podemos viver juntos? O vídeo dele já não está mais disponível no Youtube, mas localizei um outro com a mesma música e que foi editado com frases e imagens de Martin Luther King. A interpretação é deShaun Escoffery.




A seguir a letra da música, obtida no portal Terra.

Why Can't We Live Together
Timmy Thomas

Tell me why, tell me why, tell me why.
Why can't we live together?
Tell me why, tell me why.
Why can't we live together?

Everybody wants to live together.
Why can't we be together?

No more wars, no more wars, no more war...
Just a little peace in this world
No more war, no more war.
All we want is some peace in this world.

Everybody wants to live together.
Why can't we be together?

No matter, no matter what colour.
You are still my brother.
I said no matter, no matter what colour.
You are still my brother.

Everybody wants to live together
Why can't we be together?

Everybody wants to live.
Everybody's got to be together.

Everybody wants to live.
Everybody's going to be together.

Everybody's got to be together.
Everybody wants to be together.

I said no matter, no matter what colour.
You're still my brother.
I said no matter, no matter what colour.
You're still my brother.

Everybody wants to live together.
Why can't we be together?

Gotta live together...
Together.

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segunda-feira, dezembro 29, 2008

Mensagem de Ano Novo

Abaixo, apesar de estar em formato de vídeo, estamos publicando um áudio com nossa mensagem de Ano Novo. É uma espécie de programa de rádio ou um podcast, como preferir. Como aqui no blog não há como publicar apenas áudio, optamos por criar um logo “Rádio Blog Chance à Paz” para possibilitar a publicação da nossa mensagem falada. A mensagem é uma reedição do programa de número 68 do Podcast Chance à Paz, publicado em dezembro de 2007 no site da Podcast One (www.podcast1.com.br).




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sábado, dezembro 27, 2008

Movimento Praça da Paz

No útimo dia 14 de dezembro, em Assis, ao mesmo tempo em que ocorria a solenidade de inauguração da Praça "Geraldo Alves Negrão", acontecia o lançamento do "Movimento Praça da Paz".
Saiba um pouco sobre a Praça Geraldo Negrão:
A praça é resultado do Projeto Vem Ser, eleborado pela Associação dos Amigos da Vila Cláudia (AAVC). Trata-se de uma reivindicação antiga do bairro que por conta de um convênio entre a prefeitura e o Ministério dos Esportes foi possível tornar realidade. A praça é dotada de um campo de futebol society, uma cancha de bocha, uma cancha de malha, um playground além de espaço para passeio e bancos. A manutenção da praça é responsabilidade da AAVC. A Associação também se responsabiliza em oferecer a população local eventos reacreativos e esportivos. A criança é o alvo principal do projeto. Geraldo Negrão, falecido há 2 anos, foi um dos primeiros moradores do bairro.
Na oportunidade aconteceu apresentação de Capoeira, com o Grupo Abadá, e foram oferecidas atrações como: escorrega, cama elástica, piscina de bolinha, escalada, e foram servidos algodão doce, pípoca, água e suco.
Saiba sobre o "Movimento Praça da Paz":
O "Movimento Praça da Paz" é realizado pelo "Projeto Chance à Paz" e tem como objetivo dispertar na população em geral o interesse pela Cultura de Paz e Não-Violência. Por serem as praças um dos pontos de encontro dos moradores de uma determinada área da cidade é que se cria tal movimento nestes locais. Em seu lançamento, foram expostos: adinkras; frases de Martin Luther King; um painel com a Declaração Universal dos Direitos Humanos; a qual completou 60 anos; um painel com 17 Idéias para Salvar o Mundo (Revista Interessante 2004); além de faixas com a palavra paz. As crianças puderam pintar cartazes e aprender a fazer o Tsuru, em Origami.
Foi um dia todo de atividades que atraíram moradores de diversos pontos da cidade. Em breve estaremos realizando, numa outra praça de Assis, mais um edição do Movimento Praça da Paz.
Veja abaixo algumas fotos do evento "Movimento Praça da Paz" (clique sobre a imagem para vê-la ampliada).










Aproveitamos para desejar a todos que 2009 seja um ano repleto de saúde e de paz e que as cenas de violência vividas em 2008, não sejam esquecidas, mas, sim, que sirvam de exemplo para que não se repitam e sirvam para as pessoas relfetirem sobre o modo de vida que querem e, principalmente, agirem em favor da paz.
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quinta-feira, outubro 02, 2008

02 de outubro
Dia Internacional da Não Violência

Pelo segundo ano consecutivo é que se comemora neste 2 de outubro o Dia Internacional da Não-Violência. A data foi criada pela organização das Nações Unidas em homenagem a Mahatma Gandhi, nascido neste dia no ano de 1869, na India. O ideal da não-violência Gandhi o criou com base no livro "O Reino de Deus está em vocês" de autoria de Tolstoi. A não-violência não é uma religião e sim filosofia que pode, e deve, ser adotada no nosso cotidiano, pois tem como princípio básico o respeito a si próprio e ao próximo. No site Youtube, Willian Dubal publicou cinco videos que contam a História da Não-Violência, os quais reproduzimos a seguir:

Parte 1

Parte 2


Parte 3

Parte 4

Parte 5

Os videos que você assistiu contam a história da não-violência, a seguir mais um video, também postado no site Youtube, agora por Maria Delbel, com uma música baseada nas frases de Mahatma Gandhi de autoria de Clésio Tapety.


Frases de Gandhi (Fonte Palas Athena)

A não-violência nunca deve ser usada como um
escudo para a covardia. É uma arma para os bravos.

A força da não-violência é infinitamente mais maravilhosa
e sutil que as forças materiais da natureza, como a eletricidade.

A força gerada pela não-violência é infinitamente maior do que a
força de todas as armas inventadas pela engenhosidade do homem.

Como a abelha que colhe o mel de diversas flores, a pessoa sábia aceita a
essência das diversas escrituras e vê somente o bem em todas as religiões.

Não quero minha casa murada de todos os lados, nem janelas fechadas.
Quero que as culturas de todas as nações soprem por toda a minha casa o mais
livremente possível. Mas nego-me a ser carregado por qualquer uma delas.

Quando admiro as maravilhas de um entardecer ou a beleza da lua,
minha alma se expande em adoração ao Criador.

Não quero minha casa murada de todos os lados, nem janelas fechadas.
Quero que as culturas de todas as nações soprem por toda a minha casa o mais
livremente possível. Mas nego-me a ser carregado por qualquer uma delas.

Cada um tem que encontrar sua paz interior. E para ser verdadeira,
a paz não pode ser afetada por circunstâncias externas.

A terra provê o suficiente para satisfazer as necessidades
de todos os homens, mas não sua ganância.

Devemos respeitar outras religiões como respeitamos a nossa.
A mera tolerância não é suficiente.

Em meio à morte... a vida persiste, em meio à inverdade a Verdade persiste, em meio
à escuridão a luz persiste. Daí se conclui que Deus é Vida, Verdade e Amor.

Não há escola que se iguale a um lar decente,
nem professores que se igualem a pais honestos e virtuosos.

A Não-Violência não é uma qualidade a ser desenvolvida ou
expressa sob encomenda. É um crescimento interno cuja subsistência
depende de intenso esforço individual.

Não há “tanto quanto for possível” na questão dos intocáveis. Se isso deve cair,
deve cair inteiramente, nos templos e em todos os outros lugares.

Pode demorar até que a lei do amor seja reconhecida nas questões internacionais.
A máquina governamental se interpõe e esconde os corações
de um povo dos corações do outro.

O poder é de dois tipos. Um se obtém pelo medo da punição
e o outro por atos de amor. O poder baseado no amor é mil vezes
mais eficaz e permanente do que o poder derivado do medo da punição.

Não tenho dúvida alguma de que qualquer homem ou mulher pode atingir
o que eu atingi, se ele ou ela fizerem o mesmo esforço e cultivarem a fé e a esperança.
Trabalho sem fé é como a tentativa de alcançar o fundo de um buraco sem fundo.

Sempre sustentei que a justiça social, mesmo para os últimos
e mais humildes, é impossível de se atingir pela força.

A voz humana jamais pode alcançar a distância coberta
pela pequena voz silenciosa da consciência.

A primeira condição da não-violência é justiça integral,
em todos os departamentos da vida.

Acredito que nada duradouro pode ser construído a partir da violência.

Para mim todo governante que desafia a opinião pública é estranho.

A coragem nunca foi uma questão de músculos; ela é uma questão de coração.
O músculo mais duro treme diante de um medo imaginário.
Foi o coração que pôs o músculo a tremer.

Se o amor não fosse a Lei da vida, a vida não teria sobrevivido à morte

Aqueles que descobriram a lei da não-violência
em meio à violência foram gênios maiores que Newton.

A serenidade de um homem só pode ser testada no mundo dos homens,
não nas alturas solitárias dos himalaias.

A paz obtida pela violência maior leva inevitavelmente
à bomba atômica e a tudo que ela representa.

Terrorismo e ardil são armas dos fracos, não dos fortes.

Com “olho por olho” só se consegue terminar com o mundo inteiro cego.

Ao meu ver a bomba atômica amorteceu
o sentimento mais sublime que sustentou a humanidade por séculos.

O mundo inteiro é como o corpo humano e seus vários membros
A dor em um membro é sentido no corpo todo.

O conhecimento que pára na cabeça e não penetra
no coração é de pouca valia nos momentos críticos da experiência viva.

A civilização, no verdadeiro sentido da palavra, não consiste na multiplicação
mas sim na redução propositada e voluntária das necessidades.

Comece com os deveres do homem e os direitos seguirão,
assim como a primavera segue o inverno.

Quando as dúvidas sobre o sentido e o valor da vida te aterrorizarem, lembra o rosto do homem
mais pobre – material e espiritualmente – que conheças e pergunta se o que planejas fazer da tua
vida terá qualquer utilidade para ele. Perceberás como a tua vida pode ser útil.

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terça-feira, setembro 23, 2008

"A verdadeira riqueza de um homem é o bem que ele faz ao seu semelhante."
Frase de Mahatma Gandhi.

Publicação especial pelos Dias Municipal (em Cândido Mota) e Internacional da Paz.
O primeiro foi comemorado no dia 20 de setembro e ou segundo no dia 21 de setembro.
Fonte imagem: http://www.maluco.com.br/wp-content/uploads/2007/11/affiche021-n.jpg
Quando se fala de paz pensamos logo no oposto à guerra. E de imediato dizemos que se não há guerra há paz, ou se há guerra não há a paz. Mas não é pura e simplesmente isso. A paz vai muito além da simples ausência de um conflito armado. A paz pode ser um estado de espírito. Se você tem algum problema para resolver e não consegue encontrar a solução você entra em situação de conflito pessoal, portanto não está em paz consigo mesmo. E muitas das vezes, por não estar bem você acaba agredindo de alguma forma seus familiares e amigos, ou até mesmo algum desconhecido. Por exemplo, você tem problemas no trabalho, chega em casa e a família quer sua atenção e você já logo se irrita e acaba agredindo verbal, moral ou até fisicamente seus familiares. Também pode ser alguém próximo a você que tenha problemas, e este alguém tira a sua paz, pois os problemas desse alguém de alguma forma te afeta. Por exemplo, há na sua rua, no seu bairro, na sua cidade, um consumidor de drogas e que não tem recursos financeiros para satisfazer seu vício, e esse alguém resolve assaltar sua casa e as da vizinhança ou cometer assaltos nas ruas, esse alguém tirou a sua paz. Um outro exemplo está ligado ao meio ambiente, como por exemplo se você deixa água limpa acumulada no quintal você está contribuindo para o aparecimento do mosquito transmissor da dengue, e por conta do risco de contaminação você também não estará em paz, e ainda colocará os outros em estado de alerta. Então, a paz está em nossas ações em relação a nós mesmos, aos nossos semelhantes e ao meio em que vivemos.

Antes de continuar veja um clip publicado originalmente no Youtube, no qual Nando Cordel canta "Paz Pela Paz"



Fonte imagem: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/imagens/artigos/editorial/06-02-14_02.jpg
As relações humanas são complexas e por si só geram conflitos, afinal há interesses diversos em jogo. A forma de resolver tais conflitos é que nos faz viver ou não em paz. É aí que entra a cultura de paz e não violência, que é a procura de uma maneira pacífica de se enfrentar e solucionar os problemas. No entanto para isso aconteça é preciso que você tenha a consciência sobre o seu próprio eu. Num de seus sermões, ‘As Três Dimensões de Um Vida Completa’, o líder negro norte americano, pastor da Igreja Batista, e seguidor de Mahatma Gandhi, Martin Luther King, fez uma comparação entre um filme em 3 dimensões e a vida. King disse que a vida também pode ser vista em 3 dimensões, que seriam comprimento, largura e altura. Baseado no ensinamento do Rabino Joshua Leibman, no livro “Paz de Espírito” no qual afirma que ‘antes de poder amar ao próximo satisfatoriamente é preciso amar a si mesmo de forma adequada”, King concluiu que o comprimento seria então, amar a si mesmo. Amar a si mesmo não é sentir ou posar de ‘o melhor’, amar a si mesmo é aceitar e encarar os seus defeitos e é preciso que se aceite por completo. Não tenha vergonha do que você é, e que Martin Luther King ilustra assim: “mesmo que seja seu destino ser um varredor de rua, vá até lá e varra as ruas como Michelangelo pintava; varra as ruas como Handel e Beethoven compunham música; varra as ruas como Shakespeare escrevia poesia; varra as ruas tão bem a ponto das hostes angélicas e terrenas serem obrigadas a parar e dizer: “Aqui viveu um grande varredor de rua que fazia um trabalho muito bem feito”.
Está dimensão da vida, o comprimento, não significa ser egoísta julgar-se superior aos outros. E para não ser egoísta é preciso ter a segunda dimensão, que é a largura. E a largura significa o que se faz em favor do próximo, mas o que se faz se preocupando com o próximo e não se preocupando com o possível retorno que você terá agindo assim. E largura se completa no momento que você se aceita como alguém que só vive e sobrevive porque depende dos outros. Na cartilha "Paz como Se Faz", Lia Dinski e Laura Gorresio Roizman, mostram o oposto do egoísmo, ou seja a solidariedade e a largura que Luther King se referiu. As autoras dizem “A solidariedade nos diz: pertencemos a um conjunto, a um todo. Somos um corpo único, onde cada parte sustenta a outra. Essa consciência nos faz pertencer à coletividade. O que acontece a alguém, de alguma forma, acontece conosco ou se reflete na nossa vida. Daí surge o significado de solidariedade: sentimento que leva os seres humanos a se auxiliarem mutuamente, partilhando a dor com o outro ou se propondo a agir para atenuá-la. A solidariedade nos distancia da angústia, do isolamento, e nos transporta para o aconchego do convívio... A solidariedade é a magia que nos faz pertencer a uma sociedade e não a uma multidão de vidas desagregadas. Queiramos ou não, temos os mesmos interesses, traçamos em conjunto a mesma história.”
Já a terceira dimensão, que é a altura, você a obtém quando não faz do materialismo seu modo e motivo de vida. A altura nada mais do que o quanto você se envolve com Deus. Luther King cita Deus, que é esse Deus que nossa sociedade, ou boa parte dela cultua e aceita como uma força superior. Em outras culturas Deus não é visto da mesma forma que é visto e cultuado por nós. Os Deuses variam tanto quanto varia cada povo em cada canto do Planeta. Apesar de variar assim, todos os chamados Deuses são seres superiores, dotados de sabedoria e força superior a nós, meros mortais. Não negue ou renegue os Deuses de outras ou religiões, respeite-os.
E Luther King conclui seu sermão dizendo “Quando estas três dimensões estiverem funcionando em conjunto, você só fará aos outros aquilo que gostaria que fizessem a você. Quando isto acontecer, você perceberá que de um sangue Deus fez todos os homens para habitarem, juntos, a face da terra.”

Fonte imagem: http://mundoeducacao.uol.com.br/upload/conteudo_legenda/8826cf4716ff369ccabf0db1d3e6471b.jpg
E já que tocamos na questão de raça vamos aproveitar para falarmos do racismo e de outros preconceitos, um dos ingredientes importantes para a geração de conflitos. Para iniciar vamos relembrar o que disse Luther King no sermão "As Três Dimensões de Uma Vida Completa", com relação a segunda dimensão que é a largura, dimensão na qual você se preocupa com o próximo. Então vamos pensar no seguinte, para se preocupar com o próximo é preciso amar a ele como a se a si mesmo, e para isso é preciso aceitar o próximo como ele é, sem o menor preconceito. E o preconceito é um grande problema cultural mundial. Há preconceitos dos mais diversos, de sexo, de cor, de religião, de posição social, de regiões de um mesmo país, entre países, entre continentes e aí por diante, ou seja, suas características e seu modo ser, ou aquilo que você é, torna-se motivo chacota ou de exclusão para parte de uma determinada população. Aquele que exclui seu semelhante, o agredi, e o que é excluído pode acabar agredindo aquele que o exclui, numa tentativa de fazer com que sua diferença seja compreendida e aceita. Acabar com o preconceito, é uma forma de se encontrar a paz social. Somos semelhantes, não iguais, e assim sendo, somos diferentes. O líder sul-africano, Nelson Mandela, outro ícone mundial na luta contra o racismo disse: "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião.Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
Fonte Imagem: http://www.freewebs.com/vrstefanello/familia.jpg
Falamos antes sobre o ensinamento às crianças. A família é a primeira referência que a criança tem com relação ao convívio social. È na família que a criança tem sua referência de mundo. A família é a raiz dela. Nossas famílias estão experimentando mudanças profundas. Segundo pesquisas oficiais, em 2006, cerca de 18 milhões de meio de lares brasileiros eram comandados por mulheres. Isso leva a mudança na idéia que se tem de família, formada pelas figuras paterna e materna e pelos filhos e agregados. Nos lares comandados por mulheres, boa parte dos filhos sente a ausência da figura paterna. Elas não têm uma referência do masculino. Mas isso não significa que nas famílias consideradas tradicionais as coisas sejam melhores. Há casos de pais ausentes, de mães submissas, de pais e mães negligentes, superprotetores, liberais, o que também causa um desajuste familiar. Nem tanto pela inversão ou mudança de papéis dentro das famílias, mas sim pela perda de valores cívicos e morais, pela baixa auto-estima, pela falta de oportunidades e até pela acomodação ou movida pela vontade de levar vantagem em tudo. A família desajustada é motivo de violência. Em seu pronunciamento para o Ano Novo, agora em janeiro de 2008, o Papa Bento XVI escreveu “Com efeito, numa vida familiar « sã » experimentam-se algumas componentes fundamentais da paz: a justiça e o amor entre irmãos e irmãs, a função da autoridade manifestada pelos pais, o serviço carinhoso aos membros mais débeis porque pequenos, doentes ou idosos, a mútua ajuda nas necessidades da vida, a disponibilidade para acolher o outro e, se necessário, perdoar-lhe. Por isso, a família é a primeira e insubstituível educadora para a paz. Não admira, pois, que a violência, quando perpetrada em família, seja sentida como particularmente intolerável. Deste modo, quando se diz que a família é « a primeira célula vital da sociedade », afirma-se algo de essencial. A família é fundamento da sociedade inclusivamente porque permite fazer decisivas experiências de paz. Devido a isso, a comunidade humana não pode prescindir do serviço que a família realiza. Onde poderá o ser humano em formação aprender melhor a apreciar o « sabor » genuíno da paz do que no « ninho » primordial que a natureza lhe prepara?”, indaga Bento XVI.
Ao sair da vida familiar parte se para o convívio em sociedade e não importa em que lugar do Planeta seja, para que haja harmonia é preciso seguir regras, leis, respeitar ao próximo, saber dos seus limites, saber dos seus direitos e uma coisa que está sendo esquecida: quais são os seus deveres. Mas a perda de valores dentro das famílias tem reflexo direto na sociedade onde os conflitos se multiplicam e tomam caminhos muitas das vezes sem volta. Em seu blog “Digestivo Cultural”, Luis Eduardo Matta, escreveu “Gentileza converteu-se em sinônimo de fraqueza, carência ou subserviência; ou seja: é gentil aquele que não tem segurança suficiente e necessita desesperadamente de aprovação social. Noção de coletividade, de pertencer a um meio onde os direitos dos demais devem ser observados, virou uma metáfora risível. Ética tornou-se algo tão ultrapassado e sem espaço no mundo moderno, que as pessoas nem sequer sabem o que significa. A grosseria, a intolerância, o egocentrismo, a impaciência e a prepotência passaram a dar o tom no dia-a-dia da sociedade e foram de tal maneira assimilados, que hoje o conceito de "normalidade" (seja lá o que isso queira dizer) não pode prescindir, dependendo do ponto de vista, de, pelo menos, três destes itens reunidos.”
Isso está fazendo com que a vida perca seu valor e a violência seja banalizada. Dalmo de Abreu Dallari, numa de suas palestras referiu-se a isso da seguinte maneira: “ A vida é necessária para que uma pessoa exista. Todos os bens de uma pessoa, o dinheiro e as coisas que ela acumulou, seu prestigio político, seu poder militar; o cargo que ela ocupa, sua importância na sociedade, até mesmo seus direitos, tudo isso deixa de ser importante quando acaba a vida. Tudo o que uma pessoa tem perde o valor, deixa de ter sentido, quando ela perde a vida. Por isso pode-se dizer que a vida é o bem principal de qualquer pessoa, é o primeiro valor moral de todos os seres humanos.” E continua Dallari, é preciso ter em conta que a repetição de crimes contra a vida pode gerar a idéia de que a vida não é um bem muito importante, e com isso todas as vidas passam a ser menos respeitadas.”
Isso está fácil de se constatar no cotidiano, são crimes cada vez absurdos, são exemplos de violência doméstica, de pedofilia, de violência urbana. E cada crime de maior repercussão o país pára, se diz estarrecido, clama por Justiça e por Paz, e diz que alguém tem de fazer alguma. Comece então a reação por você mesmo. Faça alguma coisa, aja em favor de uma convivência pacífica. Quem realmente quer, faz. Mas isso não impede que você lute por seus sonhos e projetos, que você viva a sua individualidade, exige apenas que você respeite o próximo da mesma forma com que você gostaria que o próximo te respeitasse. Isto é ser cidadão, e assim se vive em paz.

Fonte imagem: http://www.canalkids.com.br/meioambiente/sos/imagens/poluicao.gif
Mas a vida e sua sustentabilidade não significa somente respeito ao próximo, ela também depende do meio ambiente. Vida saudável só é possível com respeito ao meio ambiente. E o meio ambiente é a apenas o que chamamos de natureza, é todo o ambiente em que você vive e se relaciona. Jogar lixo na rua, na calçada ou nos corredores, desrespeitar as regras de trânsito, pichar muros e paredes, desperdiçar água, desmatar ou derrubar uma única árvore, aprisionar animais silvestres, despejar esgoto e dejetos nos córregos, rios, lagos, lagoas e represas e no mar, fazer queimadas, usar indiscriminadamente agrotóxicos, ou seja poluir e destruir o ambiente também é violência. A destruição do meio ambiente também pode gerar violência. Vamos ao exemplo do aquecimento global que deve reduzir as reservas de água potável no mundo inteiro, e sem água não há vida. Então o que hoje vemos com relação ao petróleo, podemos em breve ver com a relação em água. As mudanças no clima também devem fazer reduzir a produção de alimentos, e a fome gera violência. Com o clima se tornando mais agressivo a tendência é das pessoas que moram nos locais afetados buscarem outros espaços, que com certeza estarão ocupados, e a busca pelo espaço também gera violência. No documentário ‘Uma Verdade Inconveniente” o norte-americano Al Gore, mostra como era, está e deverá ficar a Terra por conta do aquecimento global. Procure assistí-lo, e você verá que o aquecimento global é uma verdade por mais inconveniente que possa parecer ou ser.
E, então já parou para pensar no que será deste planeta daqui pra frente. E cada um nós tem e terá responsabilidade sobre isso.

Nesta publicação especial pelo Dia Municipal da Paz em Cândido Mota, que foi comemorado em 20/09, e pelo Dia Internacional da Paz que comemorado mundialmente em 21/09, foi possível dar uma idéia, mesmo que em linhas gerais, que a paz começa em você, de você vai para os outros e de todos para o ambiente, e destes retornam para você. È claro que a paz em sua plenitude é utópica, mas é preciso que haja o mínimo de respeito a você mesmo, ao próximo e ao meio ambiente para o direito a vida, um direito básico e elementar, seja cumprido. Uma vida pacífica não significa uma vida de submissão e repressão, significa uma vida de consciência e responsabilidade. Pierre Wiel, fundador da UNIPAZ, tomou como base para seu trabalho a parábola do beija-flor, que é mais ou menos assim:
Num certo dia, na floresta, houve um incêndio, e o fogo logo foi destruindo tudo e então os animais partiram em fuga. Em determinado momento todos viram um beija-flor que ia para o rio, enchia seu bico com água e jogava sobre o fogo. Os outros bichos então disseram ao beija-flor:
- Pára com isso, você não está vendo que não conseguirá apagar o fogo sozinho.

E o beija-flor então respondeu:
- Sei que sozinho não conseguirei, mas estou fazendo a minha parte.

Agradecimentos:
Rádio Voz do Vale, Jornais O Diário do Vale e Atenção, Prefeitura e Câmara Municipais de Cândido Mota, escolas públicas e particulares de Cândido Mota, empresas, entidades e amigos que colaboraram até o presente momento para que mesmo de maneira informal o Projeto Chance à Paz seja gerado.


Dia Municipal da Paz - Um Dia Para Refletir
Vivemos como queremos?

Hoje, 20 de setembro, é o “Dia Municipal da Paz”. A data foi criada no ano passado por nossa sugestão dentro do Projeto Chance à Paz – Cultura de Paz e Não Violência. O executivo e o legislativo municipais se empenharam em aprovar o projeto e a data também marcou a realização do Primeiro Festival Primavera de Paz. O I Festival contou com a participação de alunos das escolas das redes públicas e privadas que apresentaram números artísticos com temas voltados à cultura de paz e não violência e ao meio ambiente. As apresentações foram na escadaria da Igreja Matriz.
Lamento, mas agora em 2008 não foi possível apresentar uma segunda edição do festival, mas nem por isso a data ficou esquecida. Sugiro então que você se reúna com seus amigos, seus vizinhos, seus parentes, ou se preferir faça um exame de consciência, para uma análise sobre a realidade atual no que tange ao convívio social e ao respeito à natureza.
Tente encontrar as razões que nos levam para um cenário de violência crescente, e assim apontar uma solução. Vale lembrar que o problema e a solução podem estar dentro de cada um de nós, caso seja tomada como base uma das frases do indiano Mahatma Gandhi (1869-1948) que é: “Nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”. “Esta frase resume muito bem a responsabilidade de cada um de nós na construção de um mundo melhor. Porém, a grande maioria deseja, mas apenas deseja, e não age em favor da paz e da não-violência. Enquanto não deixarmos o egoísmo de lado e pararmos de delegar aos outros a responsabilidade pela construção de um mundo livre e igualitário, cenas estarrecedoras de violência serão vistas infinitas vezes”.
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domingo, agosto 10, 2008

O mês de agosto em andamento e o mundo continua dando mostras de guerra e paz. Na China, apesar de fatos relacionados ao regime de governo, o país está dando mostras de que a união entre os povos é possível, com a realização dos Jogos Olímpicos.




A Geórgia resolveu atacar Ossétia do Sul, território que pretende tornar-se independente do país. A Rússia, por sua vez, sob alegação de proteger o território separatista optou por atacar a Geórgia.








Há 63 anos, em 06 de agosto e em 09 de agosto de 1945, com o lançamento de bombas atômicas sobre Hirshima e Nagasaki, respectivamente, os japoneses experimentaram o poder da nova arma que desde então vem atorrorizando o mundo, e a questão nuclear tornou-se crucial no relacionamento entre as nações.

Veja abaixo, um vídeo do grupo The Kelly Family, publicado orinalmente no site Youtube, com uma homenagem às duas cidades japonesas arrasadas pela explosão de bombas atômicas.





Guerra e Paz,
Paz e Guerra,
Assim caminha a humanidade
levando para todos os cantos
sua insanidade e sua caridade.

O homem constrói e destrói,
O homem escraviza e liberta,
O homem gera a vida e promove a morte.
Paz e Guerra,
Guerra e Paz,
O homem pensa que sabe o que faz.


Silvio Luís de Carvalho - Ago/2008



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domingo, julho 13, 2008

Mais um João ou menos um João?

Outra vez o Brasil pára diante da violência, e infelizmente continua parado. O clamor por justiça e paz é geral, no entanto, a ação é praticamente nula. Mais que falar, é preciso agir.
Desta vez não foram bandidos, mas sim policiais que teriam cometido a nova barbárie pela qual o país chora e lamenta.
País hipócrita. País egoísta. País sem memória. País sem vergonha.
Há pouco mais de ano todos nós bradavamos por paz e justiça quando outro João, o João Hélio, foi arrastado e morto por bandidos. Naquele momento parecia que nada mais de tão ruim poderia acontecer e que as causas da violência seriam veementemente combatidas. Que nada. O tempo passou e nada foi feito de concreto.
Até o Exército tem em suas fileiras alguns que não correspondem ao que se espera de seus integrantes. Recentemente soldados entregaram 3 jovens aos traficantes. Mais uma prova de que o tráfico conseguiu infiltrar nos poderes constituídos.
É a farda sendo manchada. E houve um tempo em que farda impunha respeito e mais do que sensação ela realmente significava segurança.
Claro que quando cito instituições como polícia e Exército não o faça de maneira generalizada, apenas me refiro aos fatos que estão sendo relatados na imprensa em geral.
Falando em imprensa em geral, vamos ver um exemplo de como a imprensa tratou a morte de João Roberto. O vídeo abaixo é da Globo News e foi publicado no site Youtube.



A apresentadora do programa "Mais Você", Ana Maria Braga, também repercutiu a morte do menino. O vídeo é da Globo e também foi publicado no site Youtube.



Na sexta-feira dia 11, o Jornal do Brasil publicou um anúncio no qual perde perdão ao João.


A mensagem criada pelo Escritório de Idéias, traz uma cruz com o nome da criança e uma mensagem pedindo perdão. O texto diz: “Perdão, João Roberto Amaral. Perdão pelo despreparo e pela irresponsabilidade dos policiais militares. Perdão pelos discursos vazios. Perdão por essa insensibilidade que em pouco tempo nos faz esquecer das tragédias. Perdão por nós compactuarmos com essa dura realidade que arrancou você tão prematuramente da sua família. E perdão por, nesse momento de dor e sofrimento, nos restar apenas pedir perdão”.
A criação é de Fábio Barreto e Oswaldo Luiz, com aprovação de André Tanure.





No sábado, dia 12 de julho, durante a Missa de Sétimo Dia pela passagem do menino João, os pais dele tornaram pública uma carta, a qual reproduzimos abaixo:

"Vivenciamos no último domingo mais um lamentável acontecimento que infelizmente parece fazer parte do nosso cotidiano. Diferentemente de outras vezes, agora aconteceu na nossa família, com o prematuro falecimento de nosso amado filho João Roberto, de apenas três anos. João Roberto foi vítima de mais uma grave violência ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, durante uma operação policial, sem o direito primordial de defesa, nos revelando de forma gritante, entre outras deficiências, a fragilidade do preparo das instituições que deveriam nos proteger e assegurar nossos direitos individuais. Choramos o ocorrido e sofremos de forma que só pode ser descrita por quem passou por um momento como este, da perda de um ente muito amado de uma forma absurda, como foi a que ocorreu conosco. Embora estejamos ainda sob efeito devastador da recente fatalidade que afligiu a nossa família, não podemos deixar de agradecer às demonstrações de carinho que têm chegado a nós Agradecemos aos familiares, amigos, a população em geral, pelo respaldo emocional que está contribuindo em muito para amenizar nosso sofrimento decorrente da partida do nosso João Roberto, e a toda a imprensa que tem atuado de maneira eficaz e firme, na divulgação dos fatos. Acreditamos em Deus e que a Justiça será feita."

Voltando a questão da memória e das mortes dos Joãos, no ano passado o jornalista Alexandre Garcia, apresentou uma crônica no telejornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo. O vídeo é da Globo e também está publicado no site Youtube.

Hoje pela manhã, quando fui pesquisar os videos acima deixei a seguinte mensagem nas páginas do Youtube onde eles foram publicados originalmente:

"Nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo." Está frase é de Mahatma Gandhi e resume muito bem a responsabilidade de cada um de nós na construção de um mundo melhor. Porém, a grande maioria deseja, mas apenas deseja, e não age em favor da paz e da não-violência. Enquanto não deixarmos o egoísmo de lado e pararmos de delegar aos outros a responsabilidade pela construção de um mundo livre e igualitário, cenas como esta serão vistas infinitas vezes.

Normalmente não emito opinião como as que abrem e as que enceram este assunto, no entanto, passou da hora de acordamos do pesadelo do qual nós mesmos escolhemos em fazer parte. E se somos personagens deste pesadelo, com certeza poderemos ser personagens, atores e autores do sonho de um mundo melhor. Deixemos o negativismo de lado e passemos a pensar positivo, sejamos mais sociáveis e menos egocentrícos, sejamos mais participativos e menos hipócritas. Plagiando Eduardo Dusek no música "Rock da Cachorra", "sejamos mais humano e menos caninos e deixemos na história da nossa vida uma notícia nobre". Nós temos aquilo que queremos e buscamos. Se pensamos que o mundo está perdido e não tem mais jeito, realmente o mundo estará perdido e sem jeito. Se pensamos que o mundo pode ser melhor, realmente o mundo será melhorar. Qual você prefere?

Quantos Joãos ainda partirão para que medidas concretas sejam tomadas para se reduzir a violência. Não podemos ficar nessa de "Mais um João ou menos um João".
Lembremos de alguns ditos populares:
"Não adianta chorar sobre o leite derramado."
" É melhor prevenir do que remediar."

Lei Seca

Outros responsáveis por transtornos nas vidas das pessoas são os abusos no trânsito. Um dos principais abusos está na insistência de alguns motoristas e beber e dirigir. Parece que estão empenhados em fazer a chamada Lei Seca valer, no entanto há muitos lutando contra. Entre os contrarios está o entidade sindical. A matéria é da Agência Brasil.

"Lei Seca não é inconstitucional, afirma professor
O fato de a pessoa ter de fazer o teste do bafômetro, para comprovar que se está ou não embriagada, não fere a Constituição Federal, na opinião do professor de Direito Constitucional da Universidade de Brasília (UnB), Mamede Said. Apesar da contestação da Lei Federal 11.705/08, a chamada Lei Seca, no Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade (Adin) impetrada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o professor disse em entrevista à Agência Brasil que não vê a norma como inconstitucional.Um dos argumentos da associação é que, ao submeter-se ao teste do bafômetro, a pessoa estaria agindo de forma contrária a uma determinação da Constituição, segundo a qual ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. O professor Said concordou que o princípio pelo qual ninguém pode produzir provas contra si é “inatacável”, mas, segundo ele, "nós temos que entender que o bafômetro apenas confirma uma suspeita, porque há outros meios para que o agente público possa constatar que a pessoa se encontra em um estado alterado pela bebida”, disse o professor.“Há estados de embriaguez que são absolutamente constatáveis seja na fala do indivíduo, no hálito ou na maneira como ele se comporta, no gestual, principalmente na forma como ele dirige, de forma que a coisa não se resume apenas ao bafômetro”, disse Said.Além disso, o professor destacou que o poder público tem a prerrogativa de utilizar o poder de polícia administrativa e restringir direitos do indivíduo, mesmo o exercício da propriedade, em prol do interesse coletivo. “No caso concreto, eu acho que o interesse coletivo está bem patente, porque a violência no trânsito atingiu níveis insuportáveis e se detectou, não é de hoje, que o consumo de álcool responde em grande medida por essa violência no trânsito”, disse.Mamede Said disse que é necessário que se faça um “juízo de ponderação” e analisar até onde deve ir o rigor da lei. “Nós temos que discutir se é razoável, ou se ao contrário, se não é algo irrazoável, que a pessoa pelo fato de ter, por exemplo, ingerido dois chopps seja presa, fique um ano sem dirigir e ainda pague uma vultosa multa”, comentou o professor.Na opinião do professor, o simples agravamento da pena não é a solução para o problema. “Nós temos apenas que criar medidas inibidoras, sem a idéia de que campanhas preventivas, a educação no trânsito, fique em segundo plano”, concluiu Mamede Said."

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terça-feira, junho 10, 2008

Três denúncias de abuso sexual contra crianças agitaram os meios policiais, a imprensa e as rodas de conversa em Assis e região. Na semana passada foram 3 denúncias de abuso sexual contra crianças. O primeiro caso envolveu um menino e nos outros, duas meninas se disseram vitimas de abusos. Os casos mobilizaram a opinião pública e a imprensa da cidade de Assis e da região. O menino, de 9 anos, conta que pegou carona na bicicleta que era conduzida por um homem, e ao passarem em frente a uma construção abandonada o tal homem o teria convencido a entrar no local. Lá o homem teria abusado sexual dele. Exames de corpo-de-delito não comprovaram a consumação do ato sexual. Para os peritos o homem pode até ter tocado no garoto, mas não chegou a penetrá-lo. Os outros dois casos envolvem meninas e homens bem próximos a elas, e ambos são entre moradores de bairros rurais. Num deles foi descoberto que um homem que era tio e padrinho de uma menina de 9 anos vinha mantendo relações sexuais com ela há dois anos. O homem era visto pelos vizinhos e parentes como um tio e padrinho que era dedicado a sobrinha e afilhada. O homem, na casa dos 60 anos, era leiteiro e bem conhecido em algumas áreas da cidade de Assis. Quando o caso veio a tona, o acusado cometeu suicídio por enforcamento. O terceiro caso foi denunciado por uma vizinha com base no relato de uma menina de 7 anos que teria contado a ela que o pai abusa dela. A vizinha então denunciou o caso. A menina fui submetida a exame de corpo-de-delito que não confirmou a denuncia. O pai da menina disse ao Jornal Voz da Terra que apesar de inocente ele acredita que de agora em diante será “sempre uma pessoa suspeita. Muitos continuarão a desconfiar de mim e minha vida jamais será a mesma...” O pai acrescentou que não sabe porque a filha, de apenas 7 anos, o teria acusado de violentá-la.

Psiquiatra defende transformação de valores e paradigmas Na manhã de 05 de junho aconteceu uma palestra sobre ‘Valores e paradigmas em transformação na cultura contemporânea: crianças, adolescentes e famílias’ no auditório da Unesp, conduzida pelo psiquiatra José Ottoni Outeiral, da PUC-RS. A partir das 13h30 o médico fez a palestra ‘Mal estar na escola’, no Cinema Municipal de Assis/SP. O profissional, que atende crianças, adolescentes e suas famílias desde 1971, abordou na primeira palestra, as transformações observadas nas famílias, crianças e adolescentes, apontando os paradigmas ou valores contestados ao longo destas suas três décadas de atuação como psiquiatra. À tarde, Outeiral abordou o comportamento dos alunos em sala de aula, o papel da família e a postura dos professores, explicando que todos sofrem influências da contemporaneidade.De acordo com ele, as famílias têm dificuldades em trabalhar as novas situações por conta das várias transformações sofridas nas últimas décadas. Atualmente, 80% da população habita as cidades e em grandes centros, ao contrário dos anos passados e neste contexto, segundo o psiquiatra, o tecido familiar que era amplo (ou seja, na falta dos pais sempre havia um adulto/parente para representá-lo) tornou-se pequeno e afrouxado. “As cidades grandes são um paradoxo: quanto maior o número de pessoas, maior o desamparo e desolamento. Na migração para os centros urbanos, o tecido familiar se esgarçou, distanciando as ligações de parentesco”, considera afirmando que isto é refletido na sala de aula, na relação entre o professor e o aluno. Seguindo este raciocínio, Outeiral apontou ainda questões ligadas à auto-estima, criatividade e espontaneidade, atreladas ao desejo de aprender e à autoridade que deve ser dirigida pelo professor para criar condições de desenvolvimento. “Dizer não na sala de aula e exercer a autoridade é fundamental”, ensinou. “Ser professor não é para todo mundo; é quase um apostolado”, acrescentou.A Secretaria Municipal da Educação dispensou seus professores das escolas para participarem desta última palestra que contou também com a presença dos universitários da Unesp e demais interessados. “As palestras foram ótimas, pois ele alia a teoria à prática, além de fazer uma leitura contemporânea bastante importante para o contexto educacional”, avaliou a psicóloga Gisele Melles de Oliveira. Matéria extraída da versão eletrônica do Jornal Diário de Assis – edição de 06/06/2008

Agora é pra ver, ouvir e refletir. São dois vídeos curtos e com conteúdos magnificos. Uma linda mensagem!
Este vídeo foi enviado por e-mail por Vera Cavina, de Cândido Mota, e resolvi compartilhá-lo com vocês. Nele não há nenhuma referência sobre quem o criou e sobre a música que o inspirou.

A música é "Eu Só Peço a Deus" interpretada por Mercedes Sosa e Bete Carvalho, e no final, na voz de uma mulher, um texto de Mahatma Gandhi.

Outra linda mensagem. Este outro vídeo também foi enviado, via e-mail, por Vera Cavina. Trata-se de um texto de autoria de Willian Shakespeare e nele há os referidos créditos. O título é: "Você Aprende".

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domingo, maio 18, 2008

"Dêmos às crianças um futuro de paz! Eis o apelo que confiadamente dirijo aos homens e mulheres de boa vontade, convidando cada qual a ajudar as crianças a crescerem num clima de autêntica paz. É seu direito; é nosso dever."

Frase do Papa João Paulo Segundo



A criança mereceu destaque nesta semana em Assis com a Campanha de Desarmamento Infantil e atividades pelo Dia Nacional Contra o Abuso e Exploração Sexual Infantil.

Nascida em Barueri, em 2001, a Campanha de Desarmamento Infantil, vem sendo realizada em Assis desde 2004. Neste ano foram recolhidas na cidade 4.278 armas de brinquedos, as quais foram destruídas em ato público realizado na manhã de sexta-feira, dia 16/05, na Praça da Mocidade.
A escola que mais retirou armas de brinquedo de circulação foi a EMEIF “Prof. João de Castro”, localizada no Parque Universitário, periferia de Assis. A campeã irá receber mensalmente, durante um ano, 10 exemplares de revistas infantis.
A campanha de desarmamento infantil é uma iniciativa da Dinap, distribuidora de revistas da Edita Abril, com as prefeituras das cidades onde a campanha é realizada.
Em Cândido Mota (7 Km de Assis), a campanha foi realizada pelo Centro Vocacional Frei Paulino, lá, até uma das armas mais antigas utilizadas por crianças e adultos, o estilingue, foi retirado de circulação.
Com informações dos Jornais Voz da Terra e O Diário do Vale.

Armas são destruídas em Assis

Foto: Voz da Terra


Armas recolhidas em C. Mota
Foto: O Diário do Vale.

Combate ao Abuso e Exploração de Menores:

O outro destaque foi a realização do Seminário “Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes: Detecção, encaminhamentos e possibilidades de atuação em Rede”, realizado durante todo o dia 16, sexta-feira, na Casa da Amizade, em Assis. Diversos segmentos sociais de alguma forma envolvidos com a questão participaram do evento.
O encontro foi aberto com uma mesa redonda coordenada pelo professor doutor José Luiz Guimarães, com a participação da doutora Olga Ceciliato Matiolli (Nevirg/Unesp); de Isabel Cristina Nucci de Souza (assistente técnica de Saúde II e coordenadora do projeto Pétala); de Lenilda Araújo Lins dos Santos (Hospital Regional de Assis) e de Luis Fernando Rocha (promotor de Justiça em Paraguaçu Paulista), que debateram o tema “Revisando alguns conceitos sobre a violência contra crianças e adolescentes: aspectos psicológicos, médicos, jurídicos e atendimento em rede”.
No período da tarde foram formados grupos de trabalho para a apresentação de discussão de casos sob a coordenação de Consuelo Biachi Eloy (mestre em Psicologia pela Unesp de Assis e psicóloga junto à Vara da Infância da comarca de Ourinhos e membro do Nevirg); de Luis Fernando Rocha (mestre e doutorando em Psicologia pela Unesp de Assis e promotor de Justiça em Paraguaçu Paulista) e de Ionara Vieira Rabelo (doutoranda em Psicologia pela Unesp de Assis e membro do Nevirg). Leia algumas considerações de pessoas ouvidas pelo repórter Sérgio Vieira, do Jornal Voz da Terra, edição eletrônica de 17 de maio de 2008:

A professora da Unesp, Olga Ceciliato Matiolli: “Ela fez comentários sobre a violência lembrando que vivemos “uma violência multifacetada, tanto urbana, quanto rural, assim como no interior das residências”. Por isso, ela pensa que somente o atendimento em rede é possível combater a violência contra crianças e adolescentes, principalmente no mundo contemporâneo que vivemos atualmente. De acordo com ela, até o século XVIII, os pais decidiam pela vida dos filhos, havendo até mesmo a hipótese de querer assassiná-los, se quisessem, não correndo qualquer risco de punições. Porém, atualmente vivemos em uma sociedade cidadã. “O conceito de cidadania é hoje maior do que era antigamente”, salientou. Por isso, pensa que as pessoas demonstram reações diferentes em relação à violência. “Uma é a negação e a outra, posterior, é a perplexidade”, frisou. Olga entende que o ser humano nesta sociedade contemporânea vive frustrado com ele mesmo. “Tivemos um desenvolvimento tecnológico acentuado, mas quando vamos para o interior da maioria das residências no Brasil observamos que ainda vivemos o nosso lado primitivo”, ressaltou. Outro aspecto enfocado por ela é com relação à mídia. “A violência pode virar um espetáculo, como acontece atualmente com o caso Isabella. Dá audiência e prende a atenção das pessoas”, lembrou. Por isso, pensa que existe uma relação entre as diferentes violências. “A violência acontece quando uma sociedade adota o ataque para resolver os conflitos”. A alternativa para estes casos é a negociação e a conversa. “Dependendo da cultura de um País, é possível observar o grau de violência. E no Brasil observamos que a violência é bastante acentuada porque se permite, por exemplo, que as pessoas andem armadas”, observou.” E um dos problemas mais sérios é com relação à violência sexual praticada contra crianças e adolescentes. “Existe uma relação social do País com a violência doméstica”, pensa. Por isso, ela enumera como violência sexual o abuso, turismo sexual, pornografia infantil, pedofilia e exploração sexual. Na visão de Olga, o abuso sexual nasce de uma relação de afeto, dentro de uma mesma família. “É a utilização de um adolescente para satisfação sexual de um adulto”, lembra.

O promotor de Justiça da Comarca de Paraguaçu Paulista, Luis Fernando Rocha: “somente o trabalho em rede, com todas as entidades assumindo suas responsabilidades, será possível combater a exploração sexual de crianças e adolescentes. Nesse aspecto, pensa que a porta de entrada para denunciar violência sexual contra menores é principalmente a saúde. “Este setor envolve os principais canais para denúncias nessa área”, ressaltou. Em sua visão, porém, todos os segmentos da comunidade, principalmente os órgãos públicos, devem estar envolvidos no combate á violência sexual contra menores, desencadeando uma ampla discussão dos mais diferentes casos. Ela disse que a violência sexual nasce principalmente no interior das famílias, envolvendo a sensualidade. “A vítima da violência sexual registra a morte psicológica. Desencadeia a Síndrome de Adaptação, ou seja, é obrigada a se adaptar a uma realidade perversa e difícil”, frisou. Por isso, defende a tentativa de resgate do agressor no núcleo familiar. Todavia, não deixa de responsabilizar o agressor sexual em função do seu ato e defende a necessidade do resgate psicológico da vítima. “Se o agressor não for responsabilizado criminalmente, a vítima vai potencializar esta violência”, lembrou. Diante disso, todos os órgãos públicos que trabalham com crianças e adolescentes devem estar atentos ao que chama de suspeita primária. “São as vítimas de maus-tratos, por exemplo, com destaque para a violência sexual”, destacou. E as portas de entrada para identificar estas vítimas são os conselhos tutelares, educação, saúde, polícias Militar e Civil e o Ministério Público.”

Cobrindo o mesmo evento, o Jornal de Assis ouviu a psicóloga do Programa de Enfrentamento ao Abuso e Violência Sexual, Kátia Spera. Ela “ressalta que atualmente vem ocorrendo uma inversão na trajetória de acesso às informações sobre os casos do município. Ela cita que ao invés dos dados chegarem por meio de denúncias realizadas junto ao Conselho Tutelar ou Ministério Público, os fatos vêm sendo detectados pela rede de educação, ou de saúde, pelo Programa de Saúde da Família. "As pessoas têm medo da denúncia e somente com o contato direto estabelecido na rede de educação e da saúde é que as vítimas têm coragem de falar sobre o caso", diz.
Casos em andamentoSpera afirma que atualmente o Programa de Enfrentamento ao Abuso da Violência Sexual (antigo Sentinela), trabalha com 50 pessoas que teriam sido vítimas de algum abuso relacionado ao tema discutido no evento. "Não existe faixa etária, embora o programa atenda pessoas de 0 a 18 anos, ou classe social. A maioria das vítimas que estamos trabalhando sofreu violência doméstica ou psicológica", afirma. A secretária da Assistência Social, Jacira Gava, ressalta a importância da conscientização de que o problema existe e de que ações isoladas não trarão resultados positivos. "Por isso, queremos o fortalecimento da rede", afirma.

Ainda de acordo com o Jornal de Assis “A rede municipal está ligada aos registros de violência obtidos junto ao Pronto-Socorro ou aos Pronto-Atendimentos do município, Polícia Civil, que conta com o trabalho do Instituto Médico Legal e do Ministério Público, além do Conselho Tutelar, que serviriam como porta de entrada das informações. Estas entidades, por sua vez, estão ligadas ao Projeto Pétala, do Hospital Regional, e às Unidades Básicas de Saúde. Todos os casos registrados são encaminhados ao Programa de Enfrentamento, que possui ligação direta com o Centro de Reabilitação, Educação, Assistência Social, Cultura, Esporte e a um grupo permanente de avaliação, informação e replanejamento, que recebe apoio das universidades da cidade.”

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual Infantil.

O texto é do CEDECA da Bahia – Centro de Defesa de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan – site www.cedeca.org.br

“Esquecer é permitir. Lembrar é combater”. Este é o slogan do 18 de maio, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto-juvenil. A data reafirma a importância de se denunciar e responsabilizar os autores de violência sexual contra a população infanto-juvenil. Instituído em 2000, o dia faz alusão a um crime, ocorrido no Espírito Santo, há 27 anos, em que Araceli Cabrera Sanches , então com oito anos de idade, foi violentada e assassinada. A campanha do Dia 18 de maio, produzida pelo CEDECA/BA, foi adotada pelo Governo Federal.”
O CASO ARACELI
Seqüestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória. Poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.
Os acusados, Paulo Helal e Dante de Bríto Michelini, eram conhecidos na cidade pelas festas que promoviam em seus apartamentos e em um lugar, na praia de Canto, chamado Jardim dos Anjos. Também era conhecida a atração que nutriam por drogar e violentar meninas durante as festas. Paulo e Dantinho, como era mais conhecido, lideravam um grupo de viciados que costumava percorrer os colégios da cidade em busca de novas vítimas.
A Vitória daquela época era uma cidade marcada pela impunidade e pela corrupção. Ao contrário do que se esperava, a família da menina silenciou diante do crime. Sua mãe, viciada em cocaína, foi acusada de fornecer a droga para pessoas influentes da região, inclusive para os próprios assassinos.
Apesar da cobertura da mídia e do especial empenho de alguns jornalistas, o caso ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois. Sua morte, contudo, ainda causa indignação e revolta. O Dia Nacional Contra o Abuso e a Exploração Sexual Infanto-juvenil vem manter viva a memória nacional, reafirmando a responsabilidade da sociedade brasileira em garantir os direitos de todas as suas Aracelis.
O dia 18 de maio foi criado em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. Organizado pelo CEDECA/BA, representante oficial da organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia, o evento reuniu entidades de todo o país. Foi nesse encontro que surgiu a idéia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.
De autoria da então deputada Rita Camata (PMDB/ES) - presidente da Frente Parlamentar pela Criança e Adolescente do Congresso Nacional -, o projeto foi sancionado em maio de 2000, com vetos parciais. Foram vetados o parágrafo que atribuía aos governos federal e estadual a coordenação das ações e o artigo 2º, que previa a alocação de recursos orçamentários para custear as despesas decorrentes do Dia Nacional.“

Projetos de combate a violência são aprovados pelo Câmara dos Deputados:

A Câmara dos Deputados aprovou durante a sessão de 14 de maio oito projetos de lei que tratam de segurança pública que, se sancionados, vão alterar o Código Penal e o Código de Processo Penal. Dos projetos aprovados, seis serão encaminhados à deliberação do Senado e dois vão direto à sanção presidencial.
Os projetos aprovados são: o que prevê o uso de equipamento de rastreamento eletrônico do condenado em regime semi-aberto; o que trata do Tribunal do Júri, acabando com o protesto por novo júri, quando a sentença condenatória for superior a 20 anos; o que diminui o tempo de debate destinado à acusação e à defesa, passando de duas horas para uma hora e meia. A réplica e a tréplica, no entanto, vão ter o tempo aumentado.
Também foram aprovados os projetos que tipificam o crime de sequestro-relâmpago, com penas mais rígidas para a extorsão no caso de restrição da liberdade da vítima ou se a ação resultar em lesão corporal ou morte; e o que trata do seqüestro de bens imóveis do indiciado ou acusado. Esse projeto moderniza o Código de Processo Penal e facilita a retenção dos bens, porque hoje é preciso provar que o bem é fruto de crime para que sejam sequestrado pela justiça.
Outro projeto aprovado pela Câmara aperfeiçoa as exigências legais das provas apresentadas nos processos, reduz de dois para um a necessidade de perito para os exames de corpo de delito e outras perícias, ajudando a dar rapidez nas decisões judiciais. Os deputados também aprovaram o projeto que tipifica como crime o ingresso, a facilitação de entrada e o uso de celular ou outro equipamento de comunicação nos presídios, com pena de três meses a um ano.
Aprovado ainda o projeto que determina que o juiz, ao decretar uma pena, leve em conta se o infrator cometeu infração semelhante quando era menor. Nesse caso, a pena será aumentada. Nesse caso, se o réu voltar a cometer infração semelhante após a maioridade perderá a condição de réu primário.
Na última votação da noite, os deputados aprovaram projeto que tipifica como crime todo tipo de violência sexual contra mulheres e homens. Atualmente, só é considerado crime o estupro de mulheres com sexo vaginal. De acordo com o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), pela proposta serão considerados crimes toda violência sexual.
Fonte: Radiobras/Agência Brasil

Dia 13 de maio foi Dia da Abolição da Escravatura no Brasil. Será?

Acesse o programa 77 do nosso podcast e ouça uma entrevista do Ministro da Igualdade Racial sobre o assunto.
http://www.podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=409

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