segunda-feira, março 23, 2009

Neste dia 22 de março o Brasil e o mundo comemoraram o Dia da Água.
A seguir, na integra os textos do Programa Chance à Paz Especial, veiculado pela Rádio A Voz do Vale FM, 103,3 MHz Cândido Mota/SP
(site da emissora: www.vozdovale.com.br)

Se agora a guerra é pela paz, amanhã será pela água

Com esta frase de Leonardo Morelli, organizador do Fórum Social das Águas de 2003, estamos iniciando nosso trabalho. E é um programa especial pelos Dias Mundial e Nacional da Água, comemorados hoje.

E num determinado dia, já muito distante, a vida se fez sobre a Terra. E assim como o planeta, apesar do nome Terra, todo ser vivo tem na sua composição uma grande proporção de água. Então, água é um elemento vital e na água é que a vida deve ter se originado segundo alguns estudos científicos. Sem a água não há e não haverá vida neste nosso lindo planeta azul.
O tempo foi passando, o homem foi desenvolvendo habilidades e descobrindo meios e métodos de sobrevivência. Ele pensa que domina a natureza. Na verdade, por observação e experimentação ele consegue prever ou reverter alguma ou outra situação da natureza, mas não a domina, e isso gerou no homem o sentimento de ser ele “O Todo
Poderoso”.
O homem se espalhou pela Terra, promoveu desmatamento e gerou poluição. Não respeitou as leis da natureza e agora se vê diante do dilema da possibilidade da fonte da vida secar. E cada vez que a natureza é atacada ela reage e nem sempre sua reação é imediata, e hoje estamos pagando o preço do progresso desordenado e da ganância desenfreada do ser humano.
A água potável é finita e está cada vez mais escassa. Segundo a ONU, nos próximos 50 anos metade da população terrestre irá sentir de alguma forma a falta deste líquido tão precioso. E os países pobres serão os que mais sofrerão por isso, e apesar de considerados emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China também devem ter reflexos da escassez de água, gerando movimentos migratórios e conflitos, como os que já ocorrem em alguns países africanos ou entre Índia e Paquistão. Até mesmo a água dos chamados lençóis freáticos deve reduzir drasticamente nos próximos anos.
“Identificamos 46 países, onde vivem 2,7 bilhões de pessoas, nos quais há alto risco de crises relacionadas à água provocarem conflitos violentos”, diz o secretário-geral da ONU, Ban-Ki-Moon, num artigo publicado em março de 2008.
E a criança é, mais uma vez, o veículo de conscientização da humanidade quanto ao uso racional da água. Que crianças não gosta de brincar com água? E justamente no momento de tais brincadeiras que envolvem água é que um adulto consciente pode ensinar o pequeno a economizar água e levar tal ensinamento para o resto de sua vida. Se soubermos usar não vai faltar água nos próximos anos, afirma o pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, Aldo Rebouças. Mas para isso é preciso haver, entre outras iniciativas, mudanças na forma de consumir água.
E o mundo já vem experimentando, ainda que de maneira pontual, formas de economizar ou de tratar a água para consumo humano. Estão sendo construídas estações de tratamento de esgoto numa tentativa de despoluir rios; incentivos a implantação ou manutenção de matas ciliares, para conter o assoreamento; preservação das áreas de nascentes dos rios; racionalização do uso da água na agricultura; e conceitos de economia doméstica da água.
Mas ainda há muito que fazer, e por isso, assim como o ser humano, e por sua importância vital a água, segundo a ONU, Organização das Nações Unidos, também tem direitos e em 22 de março de 1992, a instituição criou o Dia
Mundial da Água. Para reforçar a idéia da ONU em território brasileiro, desde 2003, também no dia 22 de março é comemorado o Dia Nacional da Água. Ao instituir o Dia Mundial da Água, em 1992, a ONU publicou a Declaração Universal dos Direitos da Água.
Mas antes disso vamos ouvir uma música de Guilherme Arantes que se tornou um clássico em homenagem a água e a vida, que é: Planeta Água.




Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
Está é a Declaração Universal dos Direitos da Água. E já que estamos depositando na criança a possibilidade de que nos próximos anos a humanidade passará a utilizar a água de maneira racional, vamos ouvir Cristina Mel cantando, A Água.
(Como não encontrei um vídeo da música abaixo está a letra, obtida no site http://vagalume.uol.com.br)

A água quando está no céu é nuvem

Se você ouve um trovão,

Logo a chuva vai cair (cair, cair).

A chuva serve pra molhar a terra

A chuva serve pra encher os rios

A chuva nos dá água pra beber

A chuva faz a planta florescer

Coro

A chuva é água para tomar banho

A chuva é água pra escovar os dentes

É água pra mamãe cozinhar

É água pro papai se barbear


Os rios que fazem fronteira entre os países é o tema escolhido pela ONU para marcar o dia de hoje em todo mundo. Por conta disso o slogan da campanha diz: “Compartilhando a água, Compartilhando Oportunidades”. E isso gerou o seguinte manifesto:

(a tradução para o português é minha, a partir da versão em espanhol).

Este ano para o Dia Mundial da Água, nós queremos chamar sua atenção para os recursos hídricos que cruzam fronteiras e nos unem.

As 263 bacias de rios e lagos transfronteiriços do mundo estendem através de um território de 145 países, e cobrem quase a metade da superfície terrestre. Na mesma maneira, grandes depósitos de água doces viajam em silêncio por debaixo das fronteiras nos aqüíferos subterrâneos.

Há água doce suficiente para satisfazer às necessidades de todos, os recursos hídricos não obstante não são igualmente distribuídos e, frequentemente, não são controlados da maneira apropriada. Atualmente, muitos países enfrentam problemas de falta da água. Em algumas áreas, a disponibilidade da água fresca de boa qualidade foi significativamente reduzida devido à contaminação produzida pelos dejetos gerados pelos seres humanos, pela indústria e pela agricultura. Desde 1900, a metade das nascentes do mundo, ou seja, nossa principal fonte de água potável já secou. A mudança climática terá, sem nenhuma dúvida, um impacto direto na provisão da água doce em muitas regiões.

Constatando que todos os países deverão satisfazer suas necessidades de consumo de água em um contexto de recursos hídricos limitados, há uma grande probabilidade de haver conflitos pela posse e uso da água.

Não obstante, a história ensinou-nos que a cooperação e não o conflito, é a resposta mais comum frente as questões relacionadas à gestão dos recursos hídricos fronteiriços. Durante os últimos 60 anos foram firmados mais de 200 acordos internacionais relacionados à água e foram denunciados 37 casos de conflitos entre países provocados pela disputa dos recursos hídricos.

Neste sentido, é importante continuar fomentando as oportunidades da cooperação que a gestão dos recursos hídricos transfronteiriços podem proporcionar. Todos nós compartilhamos da responsabilidade da gestão dos recursos hídricos fronteiriços para as gerações atuais e futuras. Sem importar em que parte da correnteza nos encontramos, todos nós compartilhamos do mesmo barco.

Este foi o manifesto elaborado pela ONU para justificar a escolha do tema para este Dia Mundial da Água: os rios transfronteiriços. E para discutir a questão termina hoje, em Istambul, na Turquia o Quinto Fórum Mundial da Água. E aqui no Brasil como é a situação de tais rios?

Um levantamento da Agência Nacional de Águas (ANA) aponta a existência de 83 cursos d'água transfronteiriços em território brasileiro. Significa dizer que o Brasil compartilha com outros países as águas de 83 cursos d'água, representando um grande desafio de gestão para seus governantes.

De acordo com a Lei nº 9.433/97 , a bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, sendo, portanto, o ponto de partida para a gestão dos recursos hídricos.No Brasil, as maiores bacias hidrográficas com rios fronteiriços e transfronteiriços são a Amazônica e a do Prata. Rios brasileiros são exemplos de águas compartilhadas e desafios de gestão, tais como os rios: Madeira, Amazonas, Quaraí, Paraná e Apa.

Está chegando Palavra Cantada – Água

(Também não localizei um vídeo com a música, por isso abaixo está a letra dela.)

Da nuvem até o chão, do chão até o bueiro

Do bueiro até o cano, do cano até o rio

Do rio até a cachoeira

Da cachoeira até a represa, da represa até a caixa d'água

Da caixa d'água até a torneira, da torneira até o filtro

Do filtro até o copo

Do copo até a boca, da boca até a bexiga

Da bexiga até a privada, da privada até o cano

Do cano até o rio

Do rio até outro rio

De outro rio até o mar

Do mar até outra nuvem


Agora vamos falar do nosso Panema, ou seja, do Rio Paranapanema, que em praticamente metade de seu percurso total de aproximadamente 930 quilômetros é o marco divisório entre os estados de São Paulo e do Paraná.

Em outubro de 2003, Paulo Zocchi publicou um estudo que fez sobre o Rio Paranapanema que recebeu o título de: Rio Paranapanema da Nascente à Foz. E as informações a seguir são de acordo com tal estudo.

O Rio Paranapanema é o mais limpo dos grandes rios paulistas. Conta Zocchi que o Paranapanema nasce no interior da Fazenda Guapira, de propriedade de uma empresa de papel e celulose, na região de Paranapiacaba, praticamente no topo da Serra do Mar. A exemplo do que acontece com o Rio Tietê, o Paranapanema também segue para oeste e não para leste.

Apesar de ainda ser limpo, o Paranapanema sofre por conta do desmatamento e também por causa da pela exploração energética do rio, que abriga 10 usinas hidrelétricas e mais uma está em construção. O Paranapanema abriga três parques ecológicos e o maior deles é o do Morro do Diabo, na região do Pontal. Lá é o último refúgio do mico-leão-preto. Sobre o Morro do Diabo Zocchi diz: “No sul do parque, da torre de observação à beira do rio, pode-se apreciar as revoadas de pássaros como garças, biguás e macucos. De canoa, é fácil encontrar capivaras, jacarés-do-papo-amarelo, quatis e bugios.”

O Paranapanema também está presente em vários momentos da história. Logo no início da colonização o rio era o marco divisório entre as Américas portuguesa e espanhola. No alto do Paranapanema há ruínas de duas missões jesuítas espanholas que por volta de 1630 abrigavam mais de 20 mil índios, conta Paulo Zocchi.

Ao longo de sua extensão também é possível relembrar outros momentos históricos como em Buri e Itapetininga, que o Paranapanema cruza a antiga rota dos tropeiros, aberta em 1732. Ou ainda , a ponte pênsil Alves de Lima, tombada pelo Patrimônio Histórico, entre Ribeirão Claro e Chavantes, inaugurada em 1920.

O Paranapanema também atraiu outros povos e contribui para a mistura de raças. Paulo Zochi fala que “Na parte alta da bacia, de colonização mais antiga, encontra-se o caboclo, resultante da miscigenação entre índios e brancos. De Santa Cruz do Rio Pardo para o oeste estão os descendentes dos mineiros que, no século 19, tomaram o sertão ainda virgem. Com o cultivo do café, chegaram também os imigrantes - que hoje marcam lugares como Ourinhos (japoneses), Pedrinhas Paulista (italianos) e São José das Laranjeiras (alemães).”

Apesar de ainda limpo, e para continuar assim, o Paranapanema precisa ser preservado e a população que o cerca deve estar ciente e consciente da importância desse rio, mais precisamente aqui na nossa região. Para tanto foi criada, por exigência legal, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Médio Paranapanema. Entre as medidas adotadas pelo comitê está a cobrança de taxas pelo uso da água a partir do próximo ano.

Para saber mais sobre o Rio Paranapanema procure em algumas bibliotecas públicas ou nas livrarias o livro “Rio Paranapanema da Nascente à Foz”, dos repórteres Paulo Zocchi e Marcelo Maragni, da editora Horizonte Geográfico. Ou ainda entre em contato com o Comitê da Bacia do Médio Paranapanema, que tem sede em Marília, na Rua Benedito Mendes Faria, 40 A, na Vila Hípica, telefone (14) 3417.1017, e-mail é bpp@daee.sp.gov.br

E nosso Rio Paranapanema é cantado assim por Tião Carreiro e Pardinho.

(outro vídeo não encontrado, a letra está abaixo.)


O rio Paranapanema é obra do Criador

É espelho das estrelas o mundo do pescadore

No livro da natureza mais entrar mais um poema

Vamos cantar a beleza do rio Paranapanema

O rio Paranapanema deságua no Paraná

Mas toda a sua beleza deságua no meu cantar

De nascentes cristalinas suas águas são formadas

Matando a sede do gado e banhando as invernadas

A seca é a madrasta da roça desesperada

Água deste rio é mãe pra quem planta na beirada

O rio Paranapanema deságua no Paraná

Mas toda a sua beleza deságua no meu cantar

Meia dúzia de carrascos movidos pela ambição

Tentaram matar o rio com indústrias na região

O povo da redondeza fez das tripas coração

A empresa criminosa bateu com a cara no chão

O rio Paranapanema deságua no Paraná

Mas toda a sua beleza deságua no meu cantar


Matéria publicada no Jornal de Assis edição dos dias 21 e 22 de março de 2009. Texto de Vanessa Zandonade.

Irrigação irregular é considerada uma das vilãs no consumo de água.

No método de aspersão, perde-se cerca de 30% do volume de água jogada na atmosfera.

Instalações de irrigação sem um controle ambiental, localizadas em áreas agrícolas, se mostram como um dos principais meios de consumidores de água do país. Irrigação do tipo aspersão, canhão ou pivô central são os mais expressivos veículos de consumo inadequado da água, chegando a ter perdas em torno de 30% do volume inicial, diante do que acaba sendo jogado na atmosfera. O assunto se torna ainda mais em evidência frente ao Dia Mundial da Água, comemorado neste domingo.

Uma pesquisa encomendada pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), aponta que a maioria das pessoa são têm consciência deste dado. Ambientalistas defendem a adoção de métodos de irrigação mais eficientes e econômicos para evitar o desperdício, com técnicas como o gotejamento, microgotejamento ou microaspersão.

No mesmo sentido, a pesquisadora científica da Apta Médio Paranapanema, Adriana Novais Martins, destaca que é preciso diferenciar o simples “molhamento” da terra em culturas diversas, da irrigação, que segundo ela, possui um manejo mais controlado da quantidade de água jogada nas culturas e portanto, não degrada o ambiente. “Na nossa região o que há ainda é o molhamento das culturas e quase nada de irrigação. No molhamento, não há controle nenhum, ou é muito precário”, afirma. Ela acrescenta que este tipo de técnica é utilizada em áreas de monocultura, como se percebe na região, na grande maioria de cereais.

Martins explica que a irrigação localizada, realizada pelo gotejamento ou microaspersão, é mais comum na fruticultura, cafeicultura e em outras cultura com características perenes. “Neste tipo de irrigação, a eficiência chega a 98%, ou seja, só há 2% de perda; já como o pivô central, ele sobe para 30%. Na irrigação por sulco, então, em que se utiliza a gravidade para a liberação da água, este percentual sobre para 40%, além do desgaste do solo diante da microerosão provocada”, enfatiza.

A pesquisadora cita que na região, a maioria das irrigações utilizam água de superfície, ou seja, de rios e lagos. “É possível irrigar sem causar impacto ambiental. Para isso, uma série de manejos precisam estar aliados a essa técnica, como por exemplo, a recomposição da mata ciliar do local de captação dessa água”, salienta.

Conscientização

Há cerca de três meses, a Apta mantém uma área de um hectare de Banana Nanica, cultivada com a irrigação por microaspersão, em Palmital. O objetivo é realizar o trabalho e oferecer a opção para os produtores a partir de ações práticas; “Primeiro precisamos transformar a cultura de utilização dos recursos naturais e depois oferecer o método de irrigação que estamos pesquisando como uma opção. O manejo errado é que traz prejuízos e não simplesmente a irrigação”, explica a pesquisadora Adriana Novais Martins. Além disso, ela cita a cobrança pelo uso da água que deverá ser implantado até 2011 e a necessidade de uso consciente deste bem natural.


Trechos de um boletim da Caixa Econômica Federal.


Informações sobre a água:

. O planeta Terra é formado por ¾ de água (doce e salgada) e ¼ de terra (continentes e terras). Cerca de 97,3% são água salgadas vinda de mares e oceanos, não potáveis; 2,7% são de água doce distribuídas em 2,34 nas geleiras, icebergs e pólos, não disponíveis; 0,35% nos pântanos e lagos e apenas 0,01% nos rios;

. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. A água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia;

. Mais de 1 bilhão de pessoas, principalmente no mundo em desenvolvimento, não tem acesso à água;

. Segundo a ONU, 50% da taxa de doenças e morte nos países em desenvolvimento ocorrem por falta de água ou pela contaminação;

. Com o crescimento acelerado da população mundial e o crescimento desenfreado da poluição, a água é o recurso natural mais estratégico de qualquer país do mundo;

. A revista Fortune denominou a água como o “óleo do século XXI”. Quem controlar este recurso precioso, terá amplo poder econômico e político;

. O Brasil é um país privilegiado pois possui 13,7% da água doce do planeta. Sendo que 8-% das águas doces do Brasil estão na Amazônia, onde vivem apenas 7% da população. O Amazonas é o maior reservatório de água subterrânea do planeta;

. O nosso País registra altos índices de desperdícios, joga fora cerca de 40% da água potável destinada ao consumo humano. A média ideal para a ONU é de 20%;

. Os problemas mais graves na área de poluição dos sistemas hídricos no Brasil são: poluição por esgotos domésticos, poluição industrial, poluição difusa de origem agrícola, disposição dos recursos sólidos, poluição acidental, salinização de rios e açudes, poluição por mineração e falta de proteção dos mananciais superficiais e subterrâneos...

… Fique atento no seu ambiente de trabalho:

. Você sabia que o consumo médio de água por pessoa, por dia, num prédio comercial é de cerca de 30 litros;

. Analise seu comportamento no dia a dia e avalie se suas atitudes têm contribuído para poupar os recursos naturais;

. Faça uma investigação criteriosa nos processos referentes ao bem mais precioso que temos: a água. Verifique os recursos que são usados e os resíduos gerados em seu ambiente. Confira se há desperdício de água;

. Um diagnóstico das instalações, com pequenas correções e baixos custos, se pode reduzir o consumo de água e consequentemente de energia elétrica;

. Cole cartazes nos banheiros e copas, conscientize todos da importância de consumir com consciência;

. Incentive seus colegas de trabalho. Converse sobre a importância da adoção de atitudes ecológicas corretas e adequadas no cotidiano. Busque formas alternativas de combate ao desperdício de águas e práticas conscientes junto ao seu grupo; ...

Agora ouça com Marisa Monte, Água também é mar.



Para que a água não venha a faltar é preciso economizar, como diz o slogan: “Sabendo usar não vai faltar”. Então vamos a algumas dicas para a economia da água de conforme o site natureba.com.br

No banheiro :
Feche a torneira enquanto escova os dentes, faz a barba ou ensaboa as mãos.
Não tome banhos demorados.

Uma válvula de privada gasta muita água em um único aperto. Não acione à toa e aperte somente o tempo necessário.

Não jogue lixo no vaso sanitário. Evite entupimento.
Na hora da compra, dê preferência às caixas de descarga no lugar das válvulas. Adquira modelos de baixo consumo de água.
Em banheiros públicos use a água de torneira também com moderação.

Na lavanderia :
Deixe a roupa acumular e lave tudo de uma vez.
Feche a torneira enquanto ensaboa e esfrega a roupa.
Não use sabão em excesso para evitar maior número de enxágues.
Só use a máquina de lavar com a carga máxima de roupas.
Reaproveite a água da máquina de lavar roupas para lavar o quintal.
Instale aerador (peneirinha) nas torneiras da casa para reduzir a vazão.
Não exagere no uso de produtos de limpeza, como a água sanitária que contém cloro.

Na cozinha :
Antes de lavar a louça, limpe pratos e panelas e deixe-os de molho.
Feche a torneira enquanto ensaboa a louça.
Se usar máquina de lavar louça, só ligue quando estiver cheia.
Deixe as verduras em água com um pouco de vinagre por alguns minutos antes de lavar.
Utilize sabão ou detergente biodegradáveis, que não poluem os rios porque se decompõe mais facilmente.
Ao comprar máquina de lavar roupas ou lavar pratos, verifique no manual o consumo de água do produto.

Não jogue óleo de frituras ou restos de comida em pias ou na privada. Um litro de óleo contamina 1 milhão de litros de água - o suficiente para uma pessoa usar durante 14 anos.

No jardim, no quintal, na calçada :
Ao lavar o carro use o balde com pano em vez de mangueira.

Não regue as plantas em excesso ou com mangueira.

Não use mangueira para limpar a calçada e sim uma vassoura.

Procure aproveitar a água das chuvas.

Em vez de cimentar todo o quintal, deixe um espaço para jardim e ajude a água da chuva a infiltrar-se na terra.
Mantenha a caixa d`água limpa. Ela deve ser lavada pelo menos a cada 6 meses.

Verifique os vazamentos :
Torneira pingando desperdiça muita água.

Verifique sempre a válvula ou caixa de descarga e ainda se há canos furados. Observe se não há manchas de umidade nas paredes.
Conserte os vazamentos de imediato, assim que forem notados.

Outras dicas importantes

Não jogue lixo nos lagos, córregos, rios e mar.

Na indústria introduzir técnicas de reúso da água, tratamento de efluentes e reduzir o desperdício nos processos industriais.
Na agricultura, armazenar mais água da chuva e reduzir o desperdício ao irrigar as plantações. Utilizar métodos e equipamentos de irrigação poupadores de água. Reduzir o uso de fertilizantes e agrotóxicos. Implantar medidas de controle de erosão do solo. No campo ou na cidade evitar a obstrução dos rios. Fazer o descarte adequado de embalagens de agrotóxicos.

Para detalhes sobre estas dicas e conhecer outras acesse o site www.natureba.com.br. Vamos ouvir com Raul Seixas, Água Viva.




E assim chegamos ao fim do Programa Chance à Paz especial pelo Dia Mundial e pelo Dia Nacional da Água, comemorados hoje, 22 de março.

Produção, redação, edição, responsabilidade e apresentação: Silvio Luís

Trabalhos técnicos: Júlio César (Julinho)

Obrigado pela audiência, e lembre-se: preservar a água é manter a vida.

Tchau e até mais.


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quarta-feira, março 11, 2009

Dia Internacional da Mulher

Escola Carolina Burali homenageia mulheres com exposição.

Com o título “De Luzia aos Nossos Dias” uma exposição homenageou as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher, comemorado no último dia 08 de março, na EE “Dona Carolina Francini Burali”, em Assis.

Foram expostas fotos com dados básicos de cerca de 50 mulheres que foram ou são destaque no Brasil e no mundo, e também textos e frases que retratam ou se referem às mulheres. Mereceram destaque no evento a patrona da unidade escola a senhora Carolina Francini Burali e a farmacêutica bioquímica Maria da Penha Maia Fernandes, cujo nome foi dado à lei que visa coibir e punir com maior rigor a violência cometida contra as mulheres.

Ainda aconteceu a exibição de documentários com dados e histórias reais sobre a violência contra a mulher, um dos grandes maus da sociedade atual, e informações quanto à aplicação da Lei Maria da Penha, em vigor desde 22 de setembro de 2006.

O termo Luzia faz uma referência ao crânio mais antigo já encontrado na América do Sul o qual foi batizado por tal nome pelos arqueólogos que o encontraram em escavações realizadas na região de Lagoa Santa, em Minas Gerais. Cientistas afirmam que o crânio é de uma mulher que viveu há 11.500 anos.

A exposição foi uma parceria entre a Escola, o Programa Escola da Família e o Projeto Chance à Paz, que cedeu o acervo para o evento.

Nos 03 dias em que permaneceu montada (07,08 e 09), a exposição foi vista por mais de mil pessoas.


Abaixo fotos do evento:
Clique sobre a imagem para vê-la ampliada.




A violência doméstica é o grande problema a ser enfrentado.
Abaixo um vídeo de uma reportagem levada ao ar pela TV Tarobá, publicado no Youtube



A seguir informações sobre a Lei Maria da Penha, também com vídeos publicados no Youtube.
Parte Um

Parte Dois


Saiba um pouco sobre Maria da Penha. Os videos abaixo também são do Youtube.




Vídeo de campanha contra a violência doméstica participante de um concurso da TV Gazeta.

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sexta-feira, janeiro 16, 2009

Passa o tempo, só não passa a imbecilidade.
O tempo é tido como aquele que:
auxilia a curar feridas;
mostra o senhor da razão;
serve como lição.
Porém para cerca de 1/3 dos países parece que o tempo não serviu pra nada disso.
Nestes muitos pontos do planeta o tempo apenas prolonga os conflitos.

Veja abaixo o vídeo de uma reportagem exibida na edição de hoje, 16/01/2008, no "Bom Dia Brasil", da Rede Globo de Televisão.



Em 1972, o cantor Timmy Thomas perguntava:
Por que não podemos viver juntos? O vídeo dele já não está mais disponível no Youtube, mas localizei um outro com a mesma música e que foi editado com frases e imagens de Martin Luther King. A interpretação é deShaun Escoffery.




A seguir a letra da música, obtida no portal Terra.

Why Can't We Live Together
Timmy Thomas

Tell me why, tell me why, tell me why.
Why can't we live together?
Tell me why, tell me why.
Why can't we live together?

Everybody wants to live together.
Why can't we be together?

No more wars, no more wars, no more war...
Just a little peace in this world
No more war, no more war.
All we want is some peace in this world.

Everybody wants to live together.
Why can't we be together?

No matter, no matter what colour.
You are still my brother.
I said no matter, no matter what colour.
You are still my brother.

Everybody wants to live together
Why can't we be together?

Everybody wants to live.
Everybody's got to be together.

Everybody wants to live.
Everybody's going to be together.

Everybody's got to be together.
Everybody wants to be together.

I said no matter, no matter what colour.
You're still my brother.
I said no matter, no matter what colour.
You're still my brother.

Everybody wants to live together.
Why can't we be together?

Gotta live together...
Together.

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segunda-feira, dezembro 29, 2008

Mensagem de Ano Novo

Abaixo, apesar de estar em formato de vídeo, estamos publicando um áudio com nossa mensagem de Ano Novo. É uma espécie de programa de rádio ou um podcast, como preferir. Como aqui no blog não há como publicar apenas áudio, optamos por criar um logo “Rádio Blog Chance à Paz” para possibilitar a publicação da nossa mensagem falada. A mensagem é uma reedição do programa de número 68 do Podcast Chance à Paz, publicado em dezembro de 2007 no site da Podcast One (www.podcast1.com.br).




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sábado, dezembro 27, 2008

Movimento Praça da Paz

No útimo dia 14 de dezembro, em Assis, ao mesmo tempo em que ocorria a solenidade de inauguração da Praça "Geraldo Alves Negrão", acontecia o lançamento do "Movimento Praça da Paz".
Saiba um pouco sobre a Praça Geraldo Negrão:
A praça é resultado do Projeto Vem Ser, eleborado pela Associação dos Amigos da Vila Cláudia (AAVC). Trata-se de uma reivindicação antiga do bairro que por conta de um convênio entre a prefeitura e o Ministério dos Esportes foi possível tornar realidade. A praça é dotada de um campo de futebol society, uma cancha de bocha, uma cancha de malha, um playground além de espaço para passeio e bancos. A manutenção da praça é responsabilidade da AAVC. A Associação também se responsabiliza em oferecer a população local eventos reacreativos e esportivos. A criança é o alvo principal do projeto. Geraldo Negrão, falecido há 2 anos, foi um dos primeiros moradores do bairro.
Na oportunidade aconteceu apresentação de Capoeira, com o Grupo Abadá, e foram oferecidas atrações como: escorrega, cama elástica, piscina de bolinha, escalada, e foram servidos algodão doce, pípoca, água e suco.
Saiba sobre o "Movimento Praça da Paz":
O "Movimento Praça da Paz" é realizado pelo "Projeto Chance à Paz" e tem como objetivo dispertar na população em geral o interesse pela Cultura de Paz e Não-Violência. Por serem as praças um dos pontos de encontro dos moradores de uma determinada área da cidade é que se cria tal movimento nestes locais. Em seu lançamento, foram expostos: adinkras; frases de Martin Luther King; um painel com a Declaração Universal dos Direitos Humanos; a qual completou 60 anos; um painel com 17 Idéias para Salvar o Mundo (Revista Interessante 2004); além de faixas com a palavra paz. As crianças puderam pintar cartazes e aprender a fazer o Tsuru, em Origami.
Foi um dia todo de atividades que atraíram moradores de diversos pontos da cidade. Em breve estaremos realizando, numa outra praça de Assis, mais um edição do Movimento Praça da Paz.
Veja abaixo algumas fotos do evento "Movimento Praça da Paz" (clique sobre a imagem para vê-la ampliada).










Aproveitamos para desejar a todos que 2009 seja um ano repleto de saúde e de paz e que as cenas de violência vividas em 2008, não sejam esquecidas, mas, sim, que sirvam de exemplo para que não se repitam e sirvam para as pessoas relfetirem sobre o modo de vida que querem e, principalmente, agirem em favor da paz.
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quinta-feira, outubro 02, 2008

02 de outubro
Dia Internacional da Não Violência

Pelo segundo ano consecutivo é que se comemora neste 2 de outubro o Dia Internacional da Não-Violência. A data foi criada pela organização das Nações Unidas em homenagem a Mahatma Gandhi, nascido neste dia no ano de 1869, na India. O ideal da não-violência Gandhi o criou com base no livro "O Reino de Deus está em vocês" de autoria de Tolstoi. A não-violência não é uma religião e sim filosofia que pode, e deve, ser adotada no nosso cotidiano, pois tem como princípio básico o respeito a si próprio e ao próximo. No site Youtube, Willian Dubal publicou cinco videos que contam a História da Não-Violência, os quais reproduzimos a seguir:

Parte 1

Parte 2


Parte 3

Parte 4

Parte 5

Os videos que você assistiu contam a história da não-violência, a seguir mais um video, também postado no site Youtube, agora por Maria Delbel, com uma música baseada nas frases de Mahatma Gandhi de autoria de Clésio Tapety.


Frases de Gandhi (Fonte Palas Athena)

A não-violência nunca deve ser usada como um
escudo para a covardia. É uma arma para os bravos.

A força da não-violência é infinitamente mais maravilhosa
e sutil que as forças materiais da natureza, como a eletricidade.

A força gerada pela não-violência é infinitamente maior do que a
força de todas as armas inventadas pela engenhosidade do homem.

Como a abelha que colhe o mel de diversas flores, a pessoa sábia aceita a
essência das diversas escrituras e vê somente o bem em todas as religiões.

Não quero minha casa murada de todos os lados, nem janelas fechadas.
Quero que as culturas de todas as nações soprem por toda a minha casa o mais
livremente possível. Mas nego-me a ser carregado por qualquer uma delas.

Quando admiro as maravilhas de um entardecer ou a beleza da lua,
minha alma se expande em adoração ao Criador.

Não quero minha casa murada de todos os lados, nem janelas fechadas.
Quero que as culturas de todas as nações soprem por toda a minha casa o mais
livremente possível. Mas nego-me a ser carregado por qualquer uma delas.

Cada um tem que encontrar sua paz interior. E para ser verdadeira,
a paz não pode ser afetada por circunstâncias externas.

A terra provê o suficiente para satisfazer as necessidades
de todos os homens, mas não sua ganância.

Devemos respeitar outras religiões como respeitamos a nossa.
A mera tolerância não é suficiente.

Em meio à morte... a vida persiste, em meio à inverdade a Verdade persiste, em meio
à escuridão a luz persiste. Daí se conclui que Deus é Vida, Verdade e Amor.

Não há escola que se iguale a um lar decente,
nem professores que se igualem a pais honestos e virtuosos.

A Não-Violência não é uma qualidade a ser desenvolvida ou
expressa sob encomenda. É um crescimento interno cuja subsistência
depende de intenso esforço individual.

Não há “tanto quanto for possível” na questão dos intocáveis. Se isso deve cair,
deve cair inteiramente, nos templos e em todos os outros lugares.

Pode demorar até que a lei do amor seja reconhecida nas questões internacionais.
A máquina governamental se interpõe e esconde os corações
de um povo dos corações do outro.

O poder é de dois tipos. Um se obtém pelo medo da punição
e o outro por atos de amor. O poder baseado no amor é mil vezes
mais eficaz e permanente do que o poder derivado do medo da punição.

Não tenho dúvida alguma de que qualquer homem ou mulher pode atingir
o que eu atingi, se ele ou ela fizerem o mesmo esforço e cultivarem a fé e a esperança.
Trabalho sem fé é como a tentativa de alcançar o fundo de um buraco sem fundo.

Sempre sustentei que a justiça social, mesmo para os últimos
e mais humildes, é impossível de se atingir pela força.

A voz humana jamais pode alcançar a distância coberta
pela pequena voz silenciosa da consciência.

A primeira condição da não-violência é justiça integral,
em todos os departamentos da vida.

Acredito que nada duradouro pode ser construído a partir da violência.

Para mim todo governante que desafia a opinião pública é estranho.

A coragem nunca foi uma questão de músculos; ela é uma questão de coração.
O músculo mais duro treme diante de um medo imaginário.
Foi o coração que pôs o músculo a tremer.

Se o amor não fosse a Lei da vida, a vida não teria sobrevivido à morte

Aqueles que descobriram a lei da não-violência
em meio à violência foram gênios maiores que Newton.

A serenidade de um homem só pode ser testada no mundo dos homens,
não nas alturas solitárias dos himalaias.

A paz obtida pela violência maior leva inevitavelmente
à bomba atômica e a tudo que ela representa.

Terrorismo e ardil são armas dos fracos, não dos fortes.

Com “olho por olho” só se consegue terminar com o mundo inteiro cego.

Ao meu ver a bomba atômica amorteceu
o sentimento mais sublime que sustentou a humanidade por séculos.

O mundo inteiro é como o corpo humano e seus vários membros
A dor em um membro é sentido no corpo todo.

O conhecimento que pára na cabeça e não penetra
no coração é de pouca valia nos momentos críticos da experiência viva.

A civilização, no verdadeiro sentido da palavra, não consiste na multiplicação
mas sim na redução propositada e voluntária das necessidades.

Comece com os deveres do homem e os direitos seguirão,
assim como a primavera segue o inverno.

Quando as dúvidas sobre o sentido e o valor da vida te aterrorizarem, lembra o rosto do homem
mais pobre – material e espiritualmente – que conheças e pergunta se o que planejas fazer da tua
vida terá qualquer utilidade para ele. Perceberás como a tua vida pode ser útil.

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terça-feira, setembro 23, 2008

"A verdadeira riqueza de um homem é o bem que ele faz ao seu semelhante."
Frase de Mahatma Gandhi.

Publicação especial pelos Dias Municipal (em Cândido Mota) e Internacional da Paz.
O primeiro foi comemorado no dia 20 de setembro e ou segundo no dia 21 de setembro.
Fonte imagem: http://www.maluco.com.br/wp-content/uploads/2007/11/affiche021-n.jpg
Quando se fala de paz pensamos logo no oposto à guerra. E de imediato dizemos que se não há guerra há paz, ou se há guerra não há a paz. Mas não é pura e simplesmente isso. A paz vai muito além da simples ausência de um conflito armado. A paz pode ser um estado de espírito. Se você tem algum problema para resolver e não consegue encontrar a solução você entra em situação de conflito pessoal, portanto não está em paz consigo mesmo. E muitas das vezes, por não estar bem você acaba agredindo de alguma forma seus familiares e amigos, ou até mesmo algum desconhecido. Por exemplo, você tem problemas no trabalho, chega em casa e a família quer sua atenção e você já logo se irrita e acaba agredindo verbal, moral ou até fisicamente seus familiares. Também pode ser alguém próximo a você que tenha problemas, e este alguém tira a sua paz, pois os problemas desse alguém de alguma forma te afeta. Por exemplo, há na sua rua, no seu bairro, na sua cidade, um consumidor de drogas e que não tem recursos financeiros para satisfazer seu vício, e esse alguém resolve assaltar sua casa e as da vizinhança ou cometer assaltos nas ruas, esse alguém tirou a sua paz. Um outro exemplo está ligado ao meio ambiente, como por exemplo se você deixa água limpa acumulada no quintal você está contribuindo para o aparecimento do mosquito transmissor da dengue, e por conta do risco de contaminação você também não estará em paz, e ainda colocará os outros em estado de alerta. Então, a paz está em nossas ações em relação a nós mesmos, aos nossos semelhantes e ao meio em que vivemos.

Antes de continuar veja um clip publicado originalmente no Youtube, no qual Nando Cordel canta "Paz Pela Paz"



Fonte imagem: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/imagens/artigos/editorial/06-02-14_02.jpg
As relações humanas são complexas e por si só geram conflitos, afinal há interesses diversos em jogo. A forma de resolver tais conflitos é que nos faz viver ou não em paz. É aí que entra a cultura de paz e não violência, que é a procura de uma maneira pacífica de se enfrentar e solucionar os problemas. No entanto para isso aconteça é preciso que você tenha a consciência sobre o seu próprio eu. Num de seus sermões, ‘As Três Dimensões de Um Vida Completa’, o líder negro norte americano, pastor da Igreja Batista, e seguidor de Mahatma Gandhi, Martin Luther King, fez uma comparação entre um filme em 3 dimensões e a vida. King disse que a vida também pode ser vista em 3 dimensões, que seriam comprimento, largura e altura. Baseado no ensinamento do Rabino Joshua Leibman, no livro “Paz de Espírito” no qual afirma que ‘antes de poder amar ao próximo satisfatoriamente é preciso amar a si mesmo de forma adequada”, King concluiu que o comprimento seria então, amar a si mesmo. Amar a si mesmo não é sentir ou posar de ‘o melhor’, amar a si mesmo é aceitar e encarar os seus defeitos e é preciso que se aceite por completo. Não tenha vergonha do que você é, e que Martin Luther King ilustra assim: “mesmo que seja seu destino ser um varredor de rua, vá até lá e varra as ruas como Michelangelo pintava; varra as ruas como Handel e Beethoven compunham música; varra as ruas como Shakespeare escrevia poesia; varra as ruas tão bem a ponto das hostes angélicas e terrenas serem obrigadas a parar e dizer: “Aqui viveu um grande varredor de rua que fazia um trabalho muito bem feito”.
Está dimensão da vida, o comprimento, não significa ser egoísta julgar-se superior aos outros. E para não ser egoísta é preciso ter a segunda dimensão, que é a largura. E a largura significa o que se faz em favor do próximo, mas o que se faz se preocupando com o próximo e não se preocupando com o possível retorno que você terá agindo assim. E largura se completa no momento que você se aceita como alguém que só vive e sobrevive porque depende dos outros. Na cartilha "Paz como Se Faz", Lia Dinski e Laura Gorresio Roizman, mostram o oposto do egoísmo, ou seja a solidariedade e a largura que Luther King se referiu. As autoras dizem “A solidariedade nos diz: pertencemos a um conjunto, a um todo. Somos um corpo único, onde cada parte sustenta a outra. Essa consciência nos faz pertencer à coletividade. O que acontece a alguém, de alguma forma, acontece conosco ou se reflete na nossa vida. Daí surge o significado de solidariedade: sentimento que leva os seres humanos a se auxiliarem mutuamente, partilhando a dor com o outro ou se propondo a agir para atenuá-la. A solidariedade nos distancia da angústia, do isolamento, e nos transporta para o aconchego do convívio... A solidariedade é a magia que nos faz pertencer a uma sociedade e não a uma multidão de vidas desagregadas. Queiramos ou não, temos os mesmos interesses, traçamos em conjunto a mesma história.”
Já a terceira dimensão, que é a altura, você a obtém quando não faz do materialismo seu modo e motivo de vida. A altura nada mais do que o quanto você se envolve com Deus. Luther King cita Deus, que é esse Deus que nossa sociedade, ou boa parte dela cultua e aceita como uma força superior. Em outras culturas Deus não é visto da mesma forma que é visto e cultuado por nós. Os Deuses variam tanto quanto varia cada povo em cada canto do Planeta. Apesar de variar assim, todos os chamados Deuses são seres superiores, dotados de sabedoria e força superior a nós, meros mortais. Não negue ou renegue os Deuses de outras ou religiões, respeite-os.
E Luther King conclui seu sermão dizendo “Quando estas três dimensões estiverem funcionando em conjunto, você só fará aos outros aquilo que gostaria que fizessem a você. Quando isto acontecer, você perceberá que de um sangue Deus fez todos os homens para habitarem, juntos, a face da terra.”

Fonte imagem: http://mundoeducacao.uol.com.br/upload/conteudo_legenda/8826cf4716ff369ccabf0db1d3e6471b.jpg
E já que tocamos na questão de raça vamos aproveitar para falarmos do racismo e de outros preconceitos, um dos ingredientes importantes para a geração de conflitos. Para iniciar vamos relembrar o que disse Luther King no sermão "As Três Dimensões de Uma Vida Completa", com relação a segunda dimensão que é a largura, dimensão na qual você se preocupa com o próximo. Então vamos pensar no seguinte, para se preocupar com o próximo é preciso amar a ele como a se a si mesmo, e para isso é preciso aceitar o próximo como ele é, sem o menor preconceito. E o preconceito é um grande problema cultural mundial. Há preconceitos dos mais diversos, de sexo, de cor, de religião, de posição social, de regiões de um mesmo país, entre países, entre continentes e aí por diante, ou seja, suas características e seu modo ser, ou aquilo que você é, torna-se motivo chacota ou de exclusão para parte de uma determinada população. Aquele que exclui seu semelhante, o agredi, e o que é excluído pode acabar agredindo aquele que o exclui, numa tentativa de fazer com que sua diferença seja compreendida e aceita. Acabar com o preconceito, é uma forma de se encontrar a paz social. Somos semelhantes, não iguais, e assim sendo, somos diferentes. O líder sul-africano, Nelson Mandela, outro ícone mundial na luta contra o racismo disse: "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião.Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
Fonte Imagem: http://www.freewebs.com/vrstefanello/familia.jpg
Falamos antes sobre o ensinamento às crianças. A família é a primeira referência que a criança tem com relação ao convívio social. È na família que a criança tem sua referência de mundo. A família é a raiz dela. Nossas famílias estão experimentando mudanças profundas. Segundo pesquisas oficiais, em 2006, cerca de 18 milhões de meio de lares brasileiros eram comandados por mulheres. Isso leva a mudança na idéia que se tem de família, formada pelas figuras paterna e materna e pelos filhos e agregados. Nos lares comandados por mulheres, boa parte dos filhos sente a ausência da figura paterna. Elas não têm uma referência do masculino. Mas isso não significa que nas famílias consideradas tradicionais as coisas sejam melhores. Há casos de pais ausentes, de mães submissas, de pais e mães negligentes, superprotetores, liberais, o que também causa um desajuste familiar. Nem tanto pela inversão ou mudança de papéis dentro das famílias, mas sim pela perda de valores cívicos e morais, pela baixa auto-estima, pela falta de oportunidades e até pela acomodação ou movida pela vontade de levar vantagem em tudo. A família desajustada é motivo de violência. Em seu pronunciamento para o Ano Novo, agora em janeiro de 2008, o Papa Bento XVI escreveu “Com efeito, numa vida familiar « sã » experimentam-se algumas componentes fundamentais da paz: a justiça e o amor entre irmãos e irmãs, a função da autoridade manifestada pelos pais, o serviço carinhoso aos membros mais débeis porque pequenos, doentes ou idosos, a mútua ajuda nas necessidades da vida, a disponibilidade para acolher o outro e, se necessário, perdoar-lhe. Por isso, a família é a primeira e insubstituível educadora para a paz. Não admira, pois, que a violência, quando perpetrada em família, seja sentida como particularmente intolerável. Deste modo, quando se diz que a família é « a primeira célula vital da sociedade », afirma-se algo de essencial. A família é fundamento da sociedade inclusivamente porque permite fazer decisivas experiências de paz. Devido a isso, a comunidade humana não pode prescindir do serviço que a família realiza. Onde poderá o ser humano em formação aprender melhor a apreciar o « sabor » genuíno da paz do que no « ninho » primordial que a natureza lhe prepara?”, indaga Bento XVI.
Ao sair da vida familiar parte se para o convívio em sociedade e não importa em que lugar do Planeta seja, para que haja harmonia é preciso seguir regras, leis, respeitar ao próximo, saber dos seus limites, saber dos seus direitos e uma coisa que está sendo esquecida: quais são os seus deveres. Mas a perda de valores dentro das famílias tem reflexo direto na sociedade onde os conflitos se multiplicam e tomam caminhos muitas das vezes sem volta. Em seu blog “Digestivo Cultural”, Luis Eduardo Matta, escreveu “Gentileza converteu-se em sinônimo de fraqueza, carência ou subserviência; ou seja: é gentil aquele que não tem segurança suficiente e necessita desesperadamente de aprovação social. Noção de coletividade, de pertencer a um meio onde os direitos dos demais devem ser observados, virou uma metáfora risível. Ética tornou-se algo tão ultrapassado e sem espaço no mundo moderno, que as pessoas nem sequer sabem o que significa. A grosseria, a intolerância, o egocentrismo, a impaciência e a prepotência passaram a dar o tom no dia-a-dia da sociedade e foram de tal maneira assimilados, que hoje o conceito de "normalidade" (seja lá o que isso queira dizer) não pode prescindir, dependendo do ponto de vista, de, pelo menos, três destes itens reunidos.”
Isso está fazendo com que a vida perca seu valor e a violência seja banalizada. Dalmo de Abreu Dallari, numa de suas palestras referiu-se a isso da seguinte maneira: “ A vida é necessária para que uma pessoa exista. Todos os bens de uma pessoa, o dinheiro e as coisas que ela acumulou, seu prestigio político, seu poder militar; o cargo que ela ocupa, sua importância na sociedade, até mesmo seus direitos, tudo isso deixa de ser importante quando acaba a vida. Tudo o que uma pessoa tem perde o valor, deixa de ter sentido, quando ela perde a vida. Por isso pode-se dizer que a vida é o bem principal de qualquer pessoa, é o primeiro valor moral de todos os seres humanos.” E continua Dallari, é preciso ter em conta que a repetição de crimes contra a vida pode gerar a idéia de que a vida não é um bem muito importante, e com isso todas as vidas passam a ser menos respeitadas.”
Isso está fácil de se constatar no cotidiano, são crimes cada vez absurdos, são exemplos de violência doméstica, de pedofilia, de violência urbana. E cada crime de maior repercussão o país pára, se diz estarrecido, clama por Justiça e por Paz, e diz que alguém tem de fazer alguma. Comece então a reação por você mesmo. Faça alguma coisa, aja em favor de uma convivência pacífica. Quem realmente quer, faz. Mas isso não impede que você lute por seus sonhos e projetos, que você viva a sua individualidade, exige apenas que você respeite o próximo da mesma forma com que você gostaria que o próximo te respeitasse. Isto é ser cidadão, e assim se vive em paz.

Fonte imagem: http://www.canalkids.com.br/meioambiente/sos/imagens/poluicao.gif
Mas a vida e sua sustentabilidade não significa somente respeito ao próximo, ela também depende do meio ambiente. Vida saudável só é possível com respeito ao meio ambiente. E o meio ambiente é a apenas o que chamamos de natureza, é todo o ambiente em que você vive e se relaciona. Jogar lixo na rua, na calçada ou nos corredores, desrespeitar as regras de trânsito, pichar muros e paredes, desperdiçar água, desmatar ou derrubar uma única árvore, aprisionar animais silvestres, despejar esgoto e dejetos nos córregos, rios, lagos, lagoas e represas e no mar, fazer queimadas, usar indiscriminadamente agrotóxicos, ou seja poluir e destruir o ambiente também é violência. A destruição do meio ambiente também pode gerar violência. Vamos ao exemplo do aquecimento global que deve reduzir as reservas de água potável no mundo inteiro, e sem água não há vida. Então o que hoje vemos com relação ao petróleo, podemos em breve ver com a relação em água. As mudanças no clima também devem fazer reduzir a produção de alimentos, e a fome gera violência. Com o clima se tornando mais agressivo a tendência é das pessoas que moram nos locais afetados buscarem outros espaços, que com certeza estarão ocupados, e a busca pelo espaço também gera violência. No documentário ‘Uma Verdade Inconveniente” o norte-americano Al Gore, mostra como era, está e deverá ficar a Terra por conta do aquecimento global. Procure assistí-lo, e você verá que o aquecimento global é uma verdade por mais inconveniente que possa parecer ou ser.
E, então já parou para pensar no que será deste planeta daqui pra frente. E cada um nós tem e terá responsabilidade sobre isso.

Nesta publicação especial pelo Dia Municipal da Paz em Cândido Mota, que foi comemorado em 20/09, e pelo Dia Internacional da Paz que comemorado mundialmente em 21/09, foi possível dar uma idéia, mesmo que em linhas gerais, que a paz começa em você, de você vai para os outros e de todos para o ambiente, e destes retornam para você. È claro que a paz em sua plenitude é utópica, mas é preciso que haja o mínimo de respeito a você mesmo, ao próximo e ao meio ambiente para o direito a vida, um direito básico e elementar, seja cumprido. Uma vida pacífica não significa uma vida de submissão e repressão, significa uma vida de consciência e responsabilidade. Pierre Wiel, fundador da UNIPAZ, tomou como base para seu trabalho a parábola do beija-flor, que é mais ou menos assim:
Num certo dia, na floresta, houve um incêndio, e o fogo logo foi destruindo tudo e então os animais partiram em fuga. Em determinado momento todos viram um beija-flor que ia para o rio, enchia seu bico com água e jogava sobre o fogo. Os outros bichos então disseram ao beija-flor:
- Pára com isso, você não está vendo que não conseguirá apagar o fogo sozinho.

E o beija-flor então respondeu:
- Sei que sozinho não conseguirei, mas estou fazendo a minha parte.

Agradecimentos:
Rádio Voz do Vale, Jornais O Diário do Vale e Atenção, Prefeitura e Câmara Municipais de Cândido Mota, escolas públicas e particulares de Cândido Mota, empresas, entidades e amigos que colaboraram até o presente momento para que mesmo de maneira informal o Projeto Chance à Paz seja gerado.


Dia Municipal da Paz - Um Dia Para Refletir
Vivemos como queremos?

Hoje, 20 de setembro, é o “Dia Municipal da Paz”. A data foi criada no ano passado por nossa sugestão dentro do Projeto Chance à Paz – Cultura de Paz e Não Violência. O executivo e o legislativo municipais se empenharam em aprovar o projeto e a data também marcou a realização do Primeiro Festival Primavera de Paz. O I Festival contou com a participação de alunos das escolas das redes públicas e privadas que apresentaram números artísticos com temas voltados à cultura de paz e não violência e ao meio ambiente. As apresentações foram na escadaria da Igreja Matriz.
Lamento, mas agora em 2008 não foi possível apresentar uma segunda edição do festival, mas nem por isso a data ficou esquecida. Sugiro então que você se reúna com seus amigos, seus vizinhos, seus parentes, ou se preferir faça um exame de consciência, para uma análise sobre a realidade atual no que tange ao convívio social e ao respeito à natureza.
Tente encontrar as razões que nos levam para um cenário de violência crescente, e assim apontar uma solução. Vale lembrar que o problema e a solução podem estar dentro de cada um de nós, caso seja tomada como base uma das frases do indiano Mahatma Gandhi (1869-1948) que é: “Nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”. “Esta frase resume muito bem a responsabilidade de cada um de nós na construção de um mundo melhor. Porém, a grande maioria deseja, mas apenas deseja, e não age em favor da paz e da não-violência. Enquanto não deixarmos o egoísmo de lado e pararmos de delegar aos outros a responsabilidade pela construção de um mundo livre e igualitário, cenas estarrecedoras de violência serão vistas infinitas vezes”.
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domingo, agosto 10, 2008

O mês de agosto em andamento e o mundo continua dando mostras de guerra e paz. Na China, apesar de fatos relacionados ao regime de governo, o país está dando mostras de que a união entre os povos é possível, com a realização dos Jogos Olímpicos.




A Geórgia resolveu atacar Ossétia do Sul, território que pretende tornar-se independente do país. A Rússia, por sua vez, sob alegação de proteger o território separatista optou por atacar a Geórgia.








Há 63 anos, em 06 de agosto e em 09 de agosto de 1945, com o lançamento de bombas atômicas sobre Hirshima e Nagasaki, respectivamente, os japoneses experimentaram o poder da nova arma que desde então vem atorrorizando o mundo, e a questão nuclear tornou-se crucial no relacionamento entre as nações.

Veja abaixo, um vídeo do grupo The Kelly Family, publicado orinalmente no site Youtube, com uma homenagem às duas cidades japonesas arrasadas pela explosão de bombas atômicas.





Guerra e Paz,
Paz e Guerra,
Assim caminha a humanidade
levando para todos os cantos
sua insanidade e sua caridade.

O homem constrói e destrói,
O homem escraviza e liberta,
O homem gera a vida e promove a morte.
Paz e Guerra,
Guerra e Paz,
O homem pensa que sabe o que faz.


Silvio Luís de Carvalho - Ago/2008



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domingo, julho 13, 2008

Mais um João ou menos um João?

Outra vez o Brasil pára diante da violência, e infelizmente continua parado. O clamor por justiça e paz é geral, no entanto, a ação é praticamente nula. Mais que falar, é preciso agir.
Desta vez não foram bandidos, mas sim policiais que teriam cometido a nova barbárie pela qual o país chora e lamenta.
País hipócrita. País egoísta. País sem memória. País sem vergonha.
Há pouco mais de ano todos nós bradavamos por paz e justiça quando outro João, o João Hélio, foi arrastado e morto por bandidos. Naquele momento parecia que nada mais de tão ruim poderia acontecer e que as causas da violência seriam veementemente combatidas. Que nada. O tempo passou e nada foi feito de concreto.
Até o Exército tem em suas fileiras alguns que não correspondem ao que se espera de seus integrantes. Recentemente soldados entregaram 3 jovens aos traficantes. Mais uma prova de que o tráfico conseguiu infiltrar nos poderes constituídos.
É a farda sendo manchada. E houve um tempo em que farda impunha respeito e mais do que sensação ela realmente significava segurança.
Claro que quando cito instituições como polícia e Exército não o faça de maneira generalizada, apenas me refiro aos fatos que estão sendo relatados na imprensa em geral.
Falando em imprensa em geral, vamos ver um exemplo de como a imprensa tratou a morte de João Roberto. O vídeo abaixo é da Globo News e foi publicado no site Youtube.



A apresentadora do programa "Mais Você", Ana Maria Braga, também repercutiu a morte do menino. O vídeo é da Globo e também foi publicado no site Youtube.



Na sexta-feira dia 11, o Jornal do Brasil publicou um anúncio no qual perde perdão ao João.


A mensagem criada pelo Escritório de Idéias, traz uma cruz com o nome da criança e uma mensagem pedindo perdão. O texto diz: “Perdão, João Roberto Amaral. Perdão pelo despreparo e pela irresponsabilidade dos policiais militares. Perdão pelos discursos vazios. Perdão por essa insensibilidade que em pouco tempo nos faz esquecer das tragédias. Perdão por nós compactuarmos com essa dura realidade que arrancou você tão prematuramente da sua família. E perdão por, nesse momento de dor e sofrimento, nos restar apenas pedir perdão”.
A criação é de Fábio Barreto e Oswaldo Luiz, com aprovação de André Tanure.





No sábado, dia 12 de julho, durante a Missa de Sétimo Dia pela passagem do menino João, os pais dele tornaram pública uma carta, a qual reproduzimos abaixo:

"Vivenciamos no último domingo mais um lamentável acontecimento que infelizmente parece fazer parte do nosso cotidiano. Diferentemente de outras vezes, agora aconteceu na nossa família, com o prematuro falecimento de nosso amado filho João Roberto, de apenas três anos. João Roberto foi vítima de mais uma grave violência ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, durante uma operação policial, sem o direito primordial de defesa, nos revelando de forma gritante, entre outras deficiências, a fragilidade do preparo das instituições que deveriam nos proteger e assegurar nossos direitos individuais. Choramos o ocorrido e sofremos de forma que só pode ser descrita por quem passou por um momento como este, da perda de um ente muito amado de uma forma absurda, como foi a que ocorreu conosco. Embora estejamos ainda sob efeito devastador da recente fatalidade que afligiu a nossa família, não podemos deixar de agradecer às demonstrações de carinho que têm chegado a nós Agradecemos aos familiares, amigos, a população em geral, pelo respaldo emocional que está contribuindo em muito para amenizar nosso sofrimento decorrente da partida do nosso João Roberto, e a toda a imprensa que tem atuado de maneira eficaz e firme, na divulgação dos fatos. Acreditamos em Deus e que a Justiça será feita."

Voltando a questão da memória e das mortes dos Joãos, no ano passado o jornalista Alexandre Garcia, apresentou uma crônica no telejornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo. O vídeo é da Globo e também está publicado no site Youtube.

Hoje pela manhã, quando fui pesquisar os videos acima deixei a seguinte mensagem nas páginas do Youtube onde eles foram publicados originalmente:

"Nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo." Está frase é de Mahatma Gandhi e resume muito bem a responsabilidade de cada um de nós na construção de um mundo melhor. Porém, a grande maioria deseja, mas apenas deseja, e não age em favor da paz e da não-violência. Enquanto não deixarmos o egoísmo de lado e pararmos de delegar aos outros a responsabilidade pela construção de um mundo livre e igualitário, cenas como esta serão vistas infinitas vezes.

Normalmente não emito opinião como as que abrem e as que enceram este assunto, no entanto, passou da hora de acordamos do pesadelo do qual nós mesmos escolhemos em fazer parte. E se somos personagens deste pesadelo, com certeza poderemos ser personagens, atores e autores do sonho de um mundo melhor. Deixemos o negativismo de lado e passemos a pensar positivo, sejamos mais sociáveis e menos egocentrícos, sejamos mais participativos e menos hipócritas. Plagiando Eduardo Dusek no música "Rock da Cachorra", "sejamos mais humano e menos caninos e deixemos na história da nossa vida uma notícia nobre". Nós temos aquilo que queremos e buscamos. Se pensamos que o mundo está perdido e não tem mais jeito, realmente o mundo estará perdido e sem jeito. Se pensamos que o mundo pode ser melhor, realmente o mundo será melhorar. Qual você prefere?

Quantos Joãos ainda partirão para que medidas concretas sejam tomadas para se reduzir a violência. Não podemos ficar nessa de "Mais um João ou menos um João".
Lembremos de alguns ditos populares:
"Não adianta chorar sobre o leite derramado."
" É melhor prevenir do que remediar."

Lei Seca

Outros responsáveis por transtornos nas vidas das pessoas são os abusos no trânsito. Um dos principais abusos está na insistência de alguns motoristas e beber e dirigir. Parece que estão empenhados em fazer a chamada Lei Seca valer, no entanto há muitos lutando contra. Entre os contrarios está o entidade sindical. A matéria é da Agência Brasil.

"Lei Seca não é inconstitucional, afirma professor
O fato de a pessoa ter de fazer o teste do bafômetro, para comprovar que se está ou não embriagada, não fere a Constituição Federal, na opinião do professor de Direito Constitucional da Universidade de Brasília (UnB), Mamede Said. Apesar da contestação da Lei Federal 11.705/08, a chamada Lei Seca, no Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade (Adin) impetrada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o professor disse em entrevista à Agência Brasil que não vê a norma como inconstitucional.Um dos argumentos da associação é que, ao submeter-se ao teste do bafômetro, a pessoa estaria agindo de forma contrária a uma determinação da Constituição, segundo a qual ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. O professor Said concordou que o princípio pelo qual ninguém pode produzir provas contra si é “inatacável”, mas, segundo ele, "nós temos que entender que o bafômetro apenas confirma uma suspeita, porque há outros meios para que o agente público possa constatar que a pessoa se encontra em um estado alterado pela bebida”, disse o professor.“Há estados de embriaguez que são absolutamente constatáveis seja na fala do indivíduo, no hálito ou na maneira como ele se comporta, no gestual, principalmente na forma como ele dirige, de forma que a coisa não se resume apenas ao bafômetro”, disse Said.Além disso, o professor destacou que o poder público tem a prerrogativa de utilizar o poder de polícia administrativa e restringir direitos do indivíduo, mesmo o exercício da propriedade, em prol do interesse coletivo. “No caso concreto, eu acho que o interesse coletivo está bem patente, porque a violência no trânsito atingiu níveis insuportáveis e se detectou, não é de hoje, que o consumo de álcool responde em grande medida por essa violência no trânsito”, disse.Mamede Said disse que é necessário que se faça um “juízo de ponderação” e analisar até onde deve ir o rigor da lei. “Nós temos que discutir se é razoável, ou se ao contrário, se não é algo irrazoável, que a pessoa pelo fato de ter, por exemplo, ingerido dois chopps seja presa, fique um ano sem dirigir e ainda pague uma vultosa multa”, comentou o professor.Na opinião do professor, o simples agravamento da pena não é a solução para o problema. “Nós temos apenas que criar medidas inibidoras, sem a idéia de que campanhas preventivas, a educação no trânsito, fique em segundo plano”, concluiu Mamede Said."

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